Exploração de diamantes em Angola aberta aos empresários da África do Sul

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 Angola está a trabalhar para que as maiores empresas sul-africanas do sector de exploração de diamantes possam operar no país, afirmou recentemente em Luanda o administrador com o pelouro do Planeamento Estratégico e Operações Minerais da Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama).

 Laureano Paulo, que recebeu uma delegação de empresários sul-africanos na penúltima semana de visita à sede da Endiama, disse que a participação das empresas da África do Sul será uma mais-valia para o sector, tendo em conta a experiência que possuem nesta actividade, segundo o jornal O País.

 O Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022), aprovado em Abril último pelo Con-selho de Ministros, projecta um aumento considerável da produção de diamantes, para 13,8 milhões de quilates por ano, crescimento expressivo que será impulsionado pela entrada em operação de várias minas, com destaque para a de Luaxe.

 O administrador da Endiama acrescentou que o sector está a trabalhar em novos projectos, nomeadamente com a exploração de novos quimberlitos, tendo voltado a reconhecer as potencialidades das empresas da África do Sul, país que tem uma grande tradição no sector dos diamantes.

 A produção angolana de diamantes em 2017 atingiu 9,4 milhões de quilates que proporcionaram uma receita bruta de 1100 milhões de dólares, resultante da venda ao preço médio de 113 dólares por quilate.

 A Sociedade Mineira de Catoca contribuiu com 89,22% da produção total, de que 70% foi vendida para os Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, Bélgica e Suíça.