Expansão da Bolsa de Valores de Moçambique passa por privatizações e inclusão de PME’s

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Expansão da Bolsa de Valores de Moçambique

Expansão da Bolsa de Valores de Moçambique A Bolsa de Valores de Moçambique pretende expandir a sua actividade através da admissão à cotação de títulos de empresas a privatizar pelo governo, de outras pequenas e médias e ainda de capital estrangeiro, afirmou o director de operações do mercado, Bruno Tembe.

 “Estamos a tentar abrir o índice da bolsa a empresas mais pequenas”, afirmou Bruno Tembe.
 A bolsa tem actualmente uma capitalização de mercado de cerca de 231 milhões de dólares, que Tembe acredita po-der expandir com a admissão à cotação de novos títulos.

 Até ao final do ano, afirma, mais três empresas deverão entrar no índice do mercado accionista moçambicano, o que a confirmar-se seria uma expansão de quase 50 por cento em relação às 7 empresas actualmente listadas no mercado.
 Para identificar potenciais empresas, a BVM associou-se à confederação empresarial do país e ao Instituto de Gestão das Participações do Estado.
 “A base de dados vai ajudar a bolsa a ter informação sobre empresas interessadas na cotação”, disse Tembe, que acrescentou estarem a ser contactadas empresas estrangeiras para aderirem ao mercado.

 Actualmente, a subsidiária moçambicana da multinacional SABMiller, Cervejas de Moçambique, está cotada na bolsa.
 Parte da expansão, adiantou Tembe, passa também pela venda no mercado de participações em empresas públicas.
 O presidente da bolsa, Jussub Nurmamad, afirmou recentemente que o governo planeia vender 10 por cento da Empresa Moçambicana de Seguros, na segunda metade de Novembro.
 Em 2008, a Companhia Moçambicana de Hidrocarbone-tos, detida pelo Estado, dispersou em bolsa 10 por cento do seu capital.
 O mais recente relatório do banco português BPI sobre a economia moçambicana informa que esta continue a acele-rar, com um ritmo de crescimento “surpreendente”, enquanto o clima de negócios dá sinais de melhoria.
 “Num ano de recessão mun-dial (2009), Moçambique surpreende com um crescimento económico de 6,4 por cento, excedendo as previsões dos observadores”, refere a mais recente análise do BPI sobre a economia moçambicana, divulgada no final de Julho.
 O bom desempenho mante-ve-se no primeiro trimestre de 2010, prevendo o governo um crescimento de 6,2 por cento.
 No primeiro semestre do ano, o Centro de Promoção de Investimento aprovou 110 novos projectos de investimento, avaliados em 600 milhões de dólares com o sector agrícola a receber a maior fatia da verba.

 A China tem sido dos principais investidores no país, de-pois de Portugal, Itália e Espanha.
 Dois memorandos assinados recentemente em Maputo prevêem um investimento de 13 mil milhões de dólares por empresas da China em projectos industriais e imobiliários nos próximos cinco anos.
 Para a viabilização dos projectos será criado um fundo de investimento, com financiamento do governo da China, à medida que as propostas de investimento das empresas interessadas forem aprovadas.

Um dos memorandos, assinado entre a delegação chinesa e o Conselho Municipal de Maputo, visa a construção de uma cidade denominada “China Town”, no distrito municipal de Catembe, embora a sua edificação esteja dependente da construção da ponte que irá ligar Maputo e Catembe.