Ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e esposa Marcelina assistiram à missa dominical

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Ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e esposa Marcelina assistiram à missa dominical

O antigo presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, acompanhado de esposa Marcelina e outras pessoas que o acompanharam, assistiram à missa vespertina dominical do penúltimo domingo, 26 de Abril, celebrada pelos Freis Lameque André Michangula e Gilberto Teixeira, na igreja católica de Santa Maria dos Portugueses, em Luttig Street, de Pretória West.

 As boas vindas a este ex-estadista moçambicano, pela primeira visita a esta paróquia portuguesa, com votos de breve restabelecimento da sua saúde, em princípio o motivo que o trouxera à África do Sul, e totalmente recuperado, possa voltar em breve ao seu país, estiveram a cargo do comendador Ivo de Sousa, em representação do conselho paroquial dessa mesma igreja católica portuguesa, e os agradecimentos, finda a eucaristia, à sua presença ali nessa manhã, acompanhado da esposa, dirigidos pelo pároco Frei Gilberto Teixeira, com quem depois houve uma breve troca de impressões, assim como já depois fora da igreja, com outras variadas pessoas que o aguardavam para o cumprimentar.

 Convidado a expressar algumas palavras, finda a eucaristia, com todos os fiéis dentro da igreja aguardando certamente com curiosidade o que aquele ilustre visitante teria para lhes dizer, Joaquim Chis-sano, visivelmente sempre bem concentrado, acompanhara no seu missal as leituras do evangelho, afirmou em púlpito o que realmente se passara consigo no respeitante ao seu estado de saúde, nestes termos:

 “A minha palavra é de agradecimento pelo acolhimento desta comunidade, desta pa-róquia, pelas palavras de conforto que me foram dirigidas.

 Devo também esclarecer al-go que tem a ver particularmente com a leitura do que aqui foi dito, ter vindo à África do Sul por motivo de doença. Não é bem assim, eu vim a este país, de regresso a uma longa viagem ao Gana, com uma paragem no regresso na África do Sul, para participar numa reunião com os membros de uma organização que se designa de campeões para uma juventude livre de sida.

 Quando aqui cheguei ao aeroporto, tudo a correr muito bem, entrei no carro e a meio do caminho comecei a sentir-me indisposto, e antes de chegar ao hotel com vómitos, mas mesmo assim assisti durante hora e meia àquela reunião, mas cheguei a um ponto de não poder continuar devido a essa diarreia, tudo indicando tratar-se de uma infecção gastrointestinal.

 No momento em que pensava já não precisar de mais na-da, tinha apenas que descan-sar, porque a diarreia parecia estar a passar, é quando che-gam os últimos médicos que vieram saber o que se passava, e quando chegaram disse-ram-me, não o podemos observar aqui, vamos para o hospital.

 Mas parecendo-me não precisar de ir para o hospital, respondi ainda poder participar num “aparte” na reunião, mas a resposta dos médicos foi “vamos para o hospital e é agora”, e assim me levaram para o hospital militar, diarreia e vómitos podia ser a causa, pensando eu – só que alguém me fez parar nesta minha viagem -, com regresso no dia seguinte a Maputo.

 Talvez o que poderia acontecer, era que eu não chegasse a Maputo, porque no hospital militar descobriram que eu tinha um “coágulo” na perna esquerda, coisa que não sentia e aparentemente não me fazia mal, só que este “coágulo” podia deslocar-se quando o avião levantasse voo, ou aterrasse, e passar-me para os pulmões ou para o coração, e aí eu não chegaria a Maputo.

 Agora pergunto eu, estes pequenos sinais, diarreia e vómitos que me fizeram parar, quem os colocou para que se descobrisse o mal? Ou por outra quem providenciou para que eu fosse salvo? Por isso eu digo ter tudo isto relação com a primeira leitura desta eucaristia.

 Alguém providenciou como aviso, para que parasse e fossem criadas condições para que viessem médicos e am-bulância para me levar ao hospital, e assim me salvar, talvez da morte que poderia ser súbita.

 Isto é para esclarecer o motivo de ainda continuar na África do Sul, e agora que tive alta na sexta-feira, parar um pouco descansar, fazer exames antes de regressar a Maputo, e assim poder fazê-lo com a maior confiança, continuar com os tratamentos, e o mais importante é que já estou salvo deste perigo. Muito obrigado pelo acolhimento”.