Estudantes somam terceira vitória consecutiva em casa

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Estudantes somam terceira vitória consecutiva em casa

A Académica esteve oito meses sem vencer em casa para o campeonato, mas agora já leva três triunfos seguidos em Coimbra. Parecem ter-lhe tomado o gosto os homens de Pedro Emanuel que, com eficácia e capacidade de aproveitar pecados alheios, se desenvencilharam com relativa facilidade dos “vizinhos” de Aveiro.

 A Briosa, que começou a semana abaixo da linha-de-água, pisca agora o olho à Europa, alcandorada ao sétimo lugar e a apenas um ponto do sexto classificado, o V. Guimarães. Contas provisórias, bem entendido

 O Beira Mar, em contraciclo, somou a terceira derrota consecutiva, ainda está acima da zona de despromoção, mas fica à mercê daquilo que possam fazer os concorrentes directos nesta jornada.

 A eficácia que faltou a Yazalde quando, praticamente na cara de Ricardo, atirou ao lado, foi exatamente aquela que Marinho teve para inaugurar o marcador, depois de apenas duas situações que já tinham colocado a nu as fragilidades da zona central da defesa aveirense. Um grande golo do pequeno extremo, diga-se.

 Os aurinegros até reagiram bem à desvantagem, como ficou provado no lance do internacional jovem português e em mais um par de jogadas, mas, lá está, com uma defesa assim não há equipa que aguente.

 Sem Sasso, transferido para o Sp. Braga, nem Jaime, a cumprir castigo, avançaram Tonel, ainda à procura do melhor ritmo, e Hugo, o veterano capitão dos aveirenses, que acabou por ficar ligado aos dois golos seguintes dos estudantes.

 Com duas “assistências”, o central deu origem a outros tantos contra-ataques da equipa da casa e o acerto na finalização fez o resto. Depois de Marinho, seguiu-se Edinho, logo depois Cleyton.  Rui Rego nem uma defesa tinha feito até então. Ingrato. Porventura injusto.

 Mas também fácil, demasiado fácil para os comandados de Pedro Emanuel, que praticamente se limitaram a aproveitar os erros do adversário e não vacilaram em frente à baliza. Solução para o Beira Mar? Desfazer de vez o 4-2-3-1 conservador e lançar unidades ofensivas, claro.

 Os aveirenses até tinham conseguido reagir bem à desvantagem, mas o segundo e terceiro golos, com apenas dois minutos a separá-lo, desmoralizou, e em muito, o âni-mo aurinegro. A equipa bateu-se, na segunda parte, com o tal poder de fogo reforçado, mas pouco conseguiu.

 A Académica, naturalmente, cerrou fileiras, encurtou espaços, e passou a atacar pela certa.

 Depois de ter claudicado claramente lá atrás, também faltou gente à frente aos beira-marenses. Pode ser que o mercado resolva.

 Com uma primeira parte tão marcante e a incapacidade fo-rasteira em colocar em causa a vitória dos estudantes, pouco sobra para dizer, tirando a grande penalidade muito confusa e o golo.