Estatal South African Express leva a tribunal antigos directores por fraude e corrupção

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A South African Express (SAX) anunciou que vai processar judicialmente alguns dos seus antigos directores por fraude e corrupção na empresa estatal.

 A conturbada companhia aérea tem vindo a fortalecer a sua eficiência operacional e gestão interna, na tentativa de alcançar a sustentabilidade comercial a longo prazo.

 Em Maio de 2018, a Autoridade Sul-Africana de Aviação Civil (SACAA) revogou as li-cenças de operação da companhia aérea, após uma auditoria descobrir “casos graves de não conformidade que apresentam sérios riscos de segurança”.

 Uma equipa de intervenção nomeada pelo Ministro de Empresas Públicas Pravin Gordhan verificou que a companhia aérea pagou irregularmente 5.7 milhões de rands à Trillian Capital, empresa com ligações aos Gupta, por serviços de consultoria financeira e assinou ainda um contrato de 67 milhões de rands para o fornecimento mensal de combustível.

 O presidente da SAX, Tryphosa Ramano, citado pela agência noticiosa ANA, disse que a decisão de processar ex-directores da empresa estatal, ocorreu após uma investigação forense que sinalizou várias transações que podem ter defraudado a companhia aérea em milhões de rands antes da paralização temporária da SAX em Maio de 2018.

 “O novo conselho de administração da SA Express considera grave todas as alegações de impropriedade por funcionários e parceiros da companhia aérea”, salientou.

 “É por isso que a companhia aérea está a tomar fortes medidas contra todas as alegações de fraude, corrupção e outras irregularidades que exigem uma resposta robusta e imediata, bem como sanções mais severas contra os responsáveis”, sublinhou o gestor citado pela ANA.

 Segundo a agência noticiosa, entre as transações sinalizadas pela investigação forense, contam-se casos de vários milhões de randes por alegado conluio com fornecedores, manipulação de processos de aquisição, bem como pagamento irregular e excessivo de serviços.