Estaleiros de Viana Despedem cerca de 400 trabalhadores

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Estaleiros de Viana

Estaleiros de Viana O presidente da Câmara de Viana do Castelo vai pedir ao Governo que active recursos comunitários de apoio aos estaleiros navais, face ao anúncio da saída, até ao final do ano, de 380 dos 720 trabalhadores.

 Segundo José Maria Costa, face ao actual cenário de reestruturação dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), o concelho “necessita de um plano de emergência social para apoiar os trabalhadores e as suas famílias”.
 O autarca anunciou que vai “apelar ao Governo que active todos os apoios comunitários ao abrigo do qual os Estados-Membros podem conceder aos Estaleiros Navais auxílios financeiros temporários”.

 A administração dos ENVC admitiu, segunda-feira, que esta reestruturação, em que serão gastos 13 milhões de euros, pretende colocar os estaleiros com cerca de 340 trabalhadores até ao final do ano, tendo como prioridade rescisões amigáveis e reformas antecipadas.
 A empresa teve um resultado negativo de 40 milhões de euros em 2010 e este plano de reestruturação e modernização é justificado para “salvar a empresa”.

 José Maria Costa, ele próprio um antigo quadro dos estaleiros, manifesta “preocupação” pelo “profundo impacto social que o plano vai ter na cidade, no concelho e na região”.
 O autarca de Viana apela ainda a que o plano de reestruturação tenha em conta “a situação concreta dos trabalhadores dos Estaleiros Navais que, ao longo dos anos, deram o seu melhor pela empresa”.

 Aos 67 anos, o maior construtor naval português, atravessa o mais complicado momento da sua história, com um passivo acumulado de 200 milhões de euros e sem novas encomendas em carteira.