Estado moçambicano poupou 45 milhões de euros com desactivação de falsos funcionários

0
56

 O Estado moçambicano poupou cerca de três biliões de meticais (45 milhões de euros) em salários retirados de falsos funcionários, nos úl-timos quatro anos, disse a ministra da Administração Estatal e Função Pública.

 Carmelita Namashulua, citada pelo diário Notícias, afirmou que 41 mil funcionários “fantasmas” foram desactivados da Função Pública, entre 2015 e 2019.

 “A prova de vida com recurso a dados biométricos permitiu apurar mais de 336 mil funcionários e agentes do Estado ativos e 41 mil falsos”, disse Carmelita Namashulua.

 Namashulua assinalou que as verbas que o Estado poupou com a descoberta de falsos funcionários foram canalizadas para a melhoria da prestação de serviços públicos e incremento dos benefícios ao pessoal.

 “São valores que caíam em mãos alheias e estamos a tentar fechar as torneiras dos desvios”, disse, acrescentado que o Governo foi implacável no método da prova de vida.

 O Governo atribuiu ainda cartão de identificação aos funcionários do Estado por forma a eliminar estes desvios.

 “Isso nos dá a certeza que o próximo quinquénio a administração pública vai-se aperfeiçoar-se mais”, acrescentou.