Estado moçambicano gasta mais de 13 milhões meticais por repatriamento de ilegais

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 O Estado moçambicano desperdiçou, em 2017, mais de 13.03 milhões de meticais (cerca de 214 mil dólares, ao câmbio corrente) no repatriamento de 3.972 estrangeiros ilegais, noticia a AIM.

 O número de repatriados aumentou em 46 porcento, quando comparado com 2016, que se situou em 2.728 estrangeiros, tendo o governo gasto, nesse ano, cerca de 15 milhões de meticais para a implementação do processo, valor que supera o de 2017.

 Com um total de 871 cidadãos repatriados, representando 22 porcento, o Malawi ocupa a primeira posição.

 Segue-se o Zimbabwé, com 714 repatriados (18 porcento), Tanzânia, com 322 cidadãos (nove porcento) e Nigéria, com 212 cidadãos (seis porcento).

 Falando, em Maputo, em conferência de imprensa, a porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Cira Fernandes, disse que o aumento dos encargos financeiros para o Estado moçambicano deveu-se, essencialmente, a ausência de apoio das comunidades estrangeiras dos respectivos países no pagamento das despesas.

 Apontou a imigração clandestina, permanência ilegal, ausência de meios de subsistência, bem como a falsificação de passaportes, como principais causas do repatriamento.

 Fernandes apontou as províncias de Cabo Delgado (Norte) e Tete (centro do país) como as que têm maior número de cidadãos estrangeiros repatriados.

 Com efeito, Cabo Delgado repatriou 2.104 estrangeiros, o que representa 53 porcento do total, e Tete devolveu 1.088 cidadãos, correspondente a 28 porcento.

 Por sua vez, as províncias do Niassa e Nampula, norte do país, registaram 150 e 148 repatriados, o que representa cerca de quatro porcento cada.

 A legislação moçambicana estabelece que a permanência no país por um período superior ao consignado no visto de entrada, ou no âmbito dos acordos de isenção de visto, constitui infracção migratória de permanência ilegal.