Estado arrecadou em 2015 quase 39 biliões de euros em impostos

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Estado arrecadou em 2015 quase 39 biliões de euros em impostos

O Estado arrecadou quase 39.000 milhões de euros em impostos em 2015, mais de 1.800 milhões de euros do que em 2014, um aumento de 5%, sobretudo devido aos impostos indiretos, segundo a DGO.

 Os números constam da síntese da execução orçamental de 2015, publicada pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), que dá conta de que, em 2015, a receita fiscal atingiu os 38.984 milhões de euros, mais 1.863,6 milhões do que a arrecadada em 2014.

 Os impostos directos aumentaram 4% face a 2014, para os 18.241,7 milhões de euros, o que se deveu exclusivamente à receita do IRC – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas, que aumentou 16,1%, para os 5.246,6 milhões de euros.

 Isto porque a receita do IRS – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares caiu 1,3% até Dezembro, para os 12.693,3 milhões de euros, uma evolução que a DGO justifica com a "redução da receita proveniente de rendimentos de capitais".

 Quanto aos impostos indirectos, verificou-se um aumento das receitas de 5,9%, totalizando estes impostos os 20.742,4 milhões de euros em 2015, sendo que – à exceção das receitas do imposto sobre o tabaco (que caíram 11,3%) – as receitas dos restantes impostos indiretos aumentaram no ano passado face ao ano anterior.

 O IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado, o imposto com mais expressão dentro da categoria, rendeu aos cofres do Estado receitas de 14.834,2 milhões de euros em 2015, um aumento de 7,4% face ao ano anterior.

 Também a receita do ISP – Imposto sobre Produtos Petrolíferos cresceu 6,9%, para os 2.237,6 milhões de euros, e a relativa ao ISV – Imposto sobre Veículos aumentou 23,1%, para os 573,4 milhões de euros.

 A DGO destaca ainda que "o crescimento [da receita] dos outros impostos diretos reflectiu o desempenho da Contribuição sobre o Sector Bancário (+13,5%) e da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (77,4%)".