ESKOM corta fornecimento de electricidade a áreas de Pretória

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 A empresa de produção de electricidade estatal Eskom, afirmou que está a fazer tudo o que é possível para evitar mais “loadshedding” e que para isso está a cortar o fornecimento de electricidade a partes da capital do país.

  A Eskom está a implementar aquilo a que chama de “redução de carga” às 5 da manhã e que iria repor o fornecimento de luz às 9 horas.

  A empresa pediu ainda à população para dar parte às autoridades qualquer actividade illegal, vandalismo, ligações ilegais às infraestruturas estatais.

 

* UNIDADE ESPECIAL DE INVESTIGAÇÃO VAI TENTAR RECUPERAR 8 BILIÕES DE RANDES

 

  A Unidade Especial de Investigação actualizu o Comité de Contas Publicas (Scopa) no decorrer das investigações à Eskom, que o governo iniciou há dois anos. O Comité foi informado que está prevista a recuperação de cerca de oito biliões de randes através de litígio civil com ligações de fraude, corrupção e outras formas de gestão danosa da Eskom.

  A Unidade Especial de Investigação incidiu sobre os cerca de 5 500 responsáveis na Eskom que estavam sobre processos disciplinares, depois de terem sido culpados de terem conflitos de interesses, fizeram trasacções com a entidade ou foram apontados como suspeitos em auditorias de estilo de vida.

  A Unidade informou que 135 empregados da Eskom tiveram trocas comerciais com a empresa estatal, no valor de seis biliões de randes. Também descobriu pagamentos suspeitos no valor de 136 milhões de randes a quatro empreiteiros no projecto de Kusile, quatro responsáveis receberam pagamentos na ordem dos 44 milhões de randes ao todo.

  A investigadora chefe, Claudia O’Brien, declarou que os processos de investigação a três dos empreiteiros está num estado muito avançado. “Encontrámos provas de fraude, contravenções da Lei de Prevenção e Combate a Actividades de Corrupção, corrupção e lavagem de dinheiro”.

  O’Brien afirmou ainda que existem provas de pagamentos ilícitos na ordem dos 100 milhões de randes, pagos a sub-empreiteiros para assegurar contratos para armazenamento de dados na “cloud”, software e licenças várias.

  Trinta e nove casos já foram enviados para a Procuradoria-Geral da República para serem in-vestigados, enquanto que 32 foram referidos à Agência de Arrestos de Bens.

  A Unidade de Investigação Especial está a preparar litígio civil sob contratos no valor de quatro biliões de randes e recuperar mais de oito biliões.