Escola de formação do FC Porto vai estar na África do Sul em Outubro deste ano

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Escola de formação do FC Porto vai estar na África do Sul em Outubro deste ano

O Século de Joanesburgo falou com o treinador profissional de futebol José “Zeca” Marques, a propósito da vinda a Joanesburgo da Dragon Force, as escolas de formação de futebol do FC Porto.

 

 Michael Gillbee: O que é esta escola do Porto?

 Zeca Marques: Chama-se a Dragon Force e é a escola de formação do Futebol Clube do Porto. São as escolas de futebol do Porto. Estão situadas no campo da constituição do Porto, no “Parque Vitalis”

 MG: E como é que se vai processar a vinda da Dragon Force à África do Sul?

 ZM: Primeiro, será a fase um, que são quatro dias, vai ter lugar aqui em Joanesburgo na escola Jeppe Quondam em Bedfordview. Os quatro dias, decorrerão em Outubro, de 20 a 23 desse mês.

 MG: E quem é que dará a formação aos jovens jogadores? Será o “Zeca”?

 ZM: [sorri] Não, eu sou apenas o coordenador do projecto aqui. Vão ser os próprios treinadores da Dragon Force, uma equipa composta por três técnicos e um coordenador técnico. E, quero acrescentar, existirá, depois dos treinos, um workshop e sessões de formações a técnicos locais, que estejam interessados em receber formação adicional.

 MG:E o que é que vai ser dado pelo FCP?

 ZM: Bem, serão apenas os técnicos e o “know-how”, o co-nhecimento e técnica futebo-lística. As bolas, equipamentos, todo o material de treino será feito aqui na África do Sul. Queremos fomentar, como é obvio, a economia do nosso país, criar emprego. É claro, tudo terá o “branding”, portanto os emblemas e será conforme os preceitos do Porto.

 MG: E quem é que pode participar?

 ZM: Estaremos abertos dos sub-6 anos de idade aos aos sub-16. Raparigas, todas até aos 12 anos de idade e rapazes serão todos até aos 16.

 MG: E é preciso já participar em escolas de futebol? Ou podem vir participantes de qualquer nível?

 ZM: [o treinador sorri] Bem, convém ter conhecimento de futebol. Não queremos perder tempo nem gastar vagas com crianças e miúdos que nunca tenham dado sequer um pontapé numa bola. Mas, o básico, se jogam na escola, se estão em clubes ou noutras academias, podem com toda a certeza participar. Estará aberto a todos.

 MG: O “Zeca” falou numa fase um. Qual será a segunda?

 ZM: É simples, a fase dois é estudar a probabilidade de abrir a Dragon Force na África do Sul, que é o objectivo e intenção que o Futebol Clube do Porto tem comigo. Vamos lá ver, o Porto tem um interesse muito grande, desde há muito tempo, em expandir a marca da sua formação, a marca do clube neste país. Em África, mas em particular aqui na nossa África do Sul.

 MG: E quem é que é o principal responsável?

 ZM: Sou eu. Eu é que estou a contactar, coordenar e a gerir este projecto aqui na África do Sul. Estamos em conversações e em preparativos desde 2015. Isto carece de aprovações e assinaturas da presidência e da SAD do Porto, uma vez o projecto analisado e aprovado, podemos seguir em frente, que é o que estamos a fazer neste momento. Agora, estamos na fase logística de imprimir, estampar as camisolas, ter o equipamento de treino, tudo isso. Eu levei algum tempo, mas consegui patrocinadores sólidos e fiáveis, que é o que o Porto quer, para suportar este projecto. Arranjar um local seguro, com condições de treino próprias. Não vamos ali para um des-campado qualquer ou um terreno baldio. Porque as pessoas têm que perceber uma coisa, isto não são balelas, isto não é uma ideia minha, do “Zeca”. Isto é algo que partiu do Porto e que me pediram a mim para ajudar e gerir deste lado. Mas os preceitos, as normas, as regras de funcio-namento, as especificações dos equipamentos e tudo que envolve a Dragon Force, vem directamente do Porto.

 MG: E agora a questão mais importante de todas. Quem é que os interessados poderão contactar para se inscrever e quanto é que vai custar?

 ZM: Contactam-me a mim através do email zecaexcel@hotmail.com ou do telefone +27 828 965 563. O preço será de mil randes (R1000). É importante referir, que os interessados devem inscrever-se o quanto antes para garantir vagas e para agilizarmos o processo administrativo.