Era bom que não houvesse mais crises em cima da crise económica – Presidente da Sonae

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SonaeO presidente executivo da Sonae defendeu que “era bom que não houvesse mais crises em cima da crise económica”, referindo a instabilidade política, considerando que, se o FMI tiver que intervir, o melhor é que seja já.

 “A situação económica e financeira do país é muito difícil. Era bom que não houvesse mais crises em cima dessa crise, porque é muito mais difícil fazer esse caminho com instabilidade política”, afirmou hoje o presidente executivo da Sonae, considerando que “neste momento, seria preferível conseguir implementar as medidas necessárias para o país continuar solvente”.

 Em declarações aos jornalistas, Paulo Azevedo disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) só terá de intervir se Portugal “não tiver capacidade e credibilidade ao implementar as que já foram decididas”, realçando que “nesse caso, é melhor que venha, porque se não a coisa só piora”.

 À margem da apresentação das contas de 2010, o presidente executivo da Sonae alertou que “a vinda do FMI pode alterar a necessidade de introduzir medidas mais drásticas do que as que têm vindo a ser introduzidas” pelo Governo de José Sócrates, que apresentou medidas de austeridade adicionais, tendo em vista o cumprimento das metas orçamentais para os anos de 2011 a 2013.
 “Se não conseguirmos, a nossa capacidade financeira piorará e, nessa altura, virá o FMI e como a situação é pior, as medidas ainda serão ainda mais duras do que se viesse hoje”, sublinhou.

 Para o gestor, “o FMI só virá se não se conseguir implementar medidas que deem confiança a quem tem dinheiro para emprestar”, considerando que “o custo a que estão dispostos a emprestar é insuportável”.
 Aos jornalistas, à margem da apresentação dos resultados de 2010, Paulo Azevedo reconheceu que “por muito que custe às empresas e aos portugueses, se não se fizer esse caminho vai ser pior”, acrescentando que “a mudança é difícil, mas é preciso fazê-la”.

* Aumento das taxas de juro reflecte “ambiente de incerteza” sobre estabilidade política – Costa Pina

 O aumento das taxas de juro no leilão de quarta-feira reflecte “o ambiente de incerteza” sobre a existência de condições para a estabilidade política em Portugal, considerou  o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Costa Pina.
 “Este ligeiro aumento das taxas reflecte o ambiente de incerteza sob o ponto de vista da existência de condições para a estabilidade política em Portugal”, disse aos jornalistas Costa Pina, à margem da Comissão do Orçamento e Finanças, na Assembleia da República.

 O Tesouro português colocou mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a um ano, a uma taxa de juro média de 4,331 por cento, superior à última operação com maturidade semelhante.
 “Este é um sinal da imperativa necessidade da criação de condições que garantam a estabilidade política em Portugal, importante para garantir uma regularização das nossas condições de financiamento em termos equilibrados”, comentou o governante.