Equipa das Finanças com dois quadros do Banco de Portugal

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Banco de PortugalDois quadros do Banco de Portugal, Luís Morais Sarmento e Hélder Rosalino, um do IGCP, Maria Luís Albuquerque e o fiscalista Paulo Núncio foram os escolhidos para liderar as secretarias de Estado do Ministério das Finanças.

  O secretário de Estado do Orçamento será Luís Morais Sarmento, ex-director geral do Orçamento de Teixeira dos Santos, cargo que ocupou até abril, e licenciado (1986) e mestre (1991) em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, onde iniciou a carreira académica (de 1986 a 2001), lecionando ainda no Instituto de Ciências Policiais e Segurança Interna (1993 a 2006).
  Actualmente é quadro do Banco de Portugal, onde entrou como técnico do departamento de Estudos Económicos no final de 1994, passando pelo Núcleo de Finanças Públicas e de Conjuntura Económica, saindo em comissão de serviço para liderar a Direcção Geral do Orçamento (DGO) em agosto de 2005.

  Luís Morais Sarmento saiu da DGO em abril deste ano, tendo na altura sido noticiadas divergências com Teixeira dos Santos, o que foi negado tanto pelo ministério como pelo próprio, que explicou que havia pedido a sua exoneração do cargo em Outubro de 2010 porque desejava ”regressar ao Banco de Portugal”.
  Morais Sarmento coordenou juntamente com o actual ministro, Vítor Gaspar, e o antigo ministro das Finanças Jorge Braga de Macedo na “Reforma Cadilhe”, onde defendiam um alteração na tributação em sede de IRS, mas que foi recusado por Miguel Cadilhe.
  Para a secretaria de Estado do Tesouro foi escolhida Maria Luís de Albuquerque. Licenciada em Economia pela Universidade Lusíada, mestre em Economia Monetária e Financeira pelo ISEG, iniciou a carreira profissional lecionando na universidade.

  Maria Luís Albuquerque exerceu funções na REFER, integrou a assessoria do secretário de Estado das Finanças, o gabinete de Estudos do Ministério da Economia, sendo coordenadora desde 2007 do Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), e mais recentemente cabeça de lista do PSD a Setúbal nas últimas eleições legislativas.

  Na Administração Pública o escolhido foi Hélder Rosalino, actual quadro do Banco de Portugal, onde é desde 2010 director do Departamento de Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos e responsável pelo Desenvolvimento Organizacional e pelo Planeamento Estratégico.
 Licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE desde 1991, realizou ainda uma pós-graduação em Fiscalidade pelo ISG em 1998, onde lecionou entre 1998 e 2003, de onde passou para representante do Banco de Portugal em vários comités e grupos de trabalho do Sistema Europeu de Bancos Centrais, e até 2009, diretor do Departamento de Emissão e Tesouraria do Banco de Portugal.
  O militante do CDS-PP – que fez parte da equipa que negociou as condições do empréstimo a Portugal com a ‘troika’ do BCE, FMI e CE – Paulo Núncio ficará encarregue pela secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.

  Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa, especialista em fiscalidade doméstica e internacional, em fusões, aquisições e reorganizações empresariais, é sócio da sociedade de advogados Garrigues e já se demonstrou publicamente contra o Pagamento Especial por Conta, um dos pontos de fricção entre PS e PSD.