Época balnear na Madeira condicionada pelo novo coronavírus

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O presidente da Câmara do Funchal diz que não haverá uma época balnear com as características dos outros anos na Madeira, tendo em conta que, no contexto da pandemia, estão proibidos os ajuntamentos pelo menos até ao início de Setembro.

“Devido à pandemia da covid-19, este ano não teremos época balnear nos moldes dos anos anteriores”, declarou à agência Lusa Miguel Silva Gouveia, sublinhando, contudo, que será possível “ir a banhos, ao mar”, porque está apenas vedado o acesso a espaços onde ocorram “aglomerados de pessoas”.

No Funchal, a empresa intermunicipal Frente Mar é a gestora dos complexos balneares do Lido, Poça dos Gomes, Barreirinha e Ponta Gorda, além das praias Formosa, São Tiago, Gorgulho e Lido Poente.

Esta semana houve uma reunião com o secretário regional da Saúde e que a época balnear foi um dos temas abordados, visto “na Madeira haver o hábito de ir à praia todo o ano”.

“A orientação emanada do Instituto da Administração da Saúde da Madeira (IASAUDE) proíbe qualquer ajuntamento passados 90 dias úteis após o término do estado de emergência”, explicou.

Miguel Silva Gouveia destacou que esta “circular normativa cancela todos os eventos em massa, quer em recintos fechados ou ao ar livre”, e salientou que “as praias são pela sua natureza locais de aglomerados de pessoas”.

O responsável municipal lembrou que o atual estado de emergência tem vigência até 02 de Maio e que, “acrescentando os 90 dias úteis, vem dar a 06 de Setembro” a data até à qual são proibidos ajuntamentos.

Também estão já canceladas as Festas dos Santos Populares, com todos os arraiais que acontecem no verão por toda a ilha.

Das 53 pessoas registadas no arquipélago com a doença, duas já recuperaram, encontrando-se uma na unidade de cuidados intensivos, no Hospital Central do Funchal, e as restantes no domicílio ou em unidades hoteleiras requisitadas pelo Governo Regional.