Entregue cheque de R101.000 do compadre Orlando Marques para a Beneficência

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Estiveram 32 compadres e comadres em torno da mesa do almoço, que decorreu na quinta-feira dia 20 de Julho na união Portuguesa em Turffontein, Joanesburgo. A Academia-Mãe reuniu-se para o seu convívio semanal em que o compadre honorário José Gonçalves quis comemorar antecipadamente o seu aniversário, devido a maior parte dos compadres estar ausente na semana do seu aniversário, em férias ou de viagem a Portugal.

 Neste almoço, foi cantado um “Gavião de Penacho” ao compadre Gonçalves e um “Gavião” ao compadre honorário Rogério Varela Afonso e ao compadre Carlos Silva, por ambos, o primeiro completar o seu aniversário natalício no dia a seguir ao almoço e o segundo no dia anterior ao convívio.

 O almoço foi aberto pelas 13h42 com o compadre presidente José Contente a inquirir se “há condições para começarmos?” Os copos “carregados” com vinho tinto e o “tom” do “Gavião de Penacho” foi dado pelo compadre anfitrião da tarde, José Gonçalves. O presidente Contente deu as boas vindas a todos em torno da mesa, em particular, fez uma especial menção ao compadre José Gonçalves por patrocinar ele como aniversariante no dia 24 de Julho, o almoço daquela semana.

 Para “carrasco” da tarde, a opção do presidente recaiu sobre o compadre José Luís Rodrigues. Uma opção que gerou uma forte salva de palmas.

 O almoço foi de especial requinte, com rabinhos de lagosta e camarões grelhados e moelas guisadas como entradas. Quando o primeiro prato, a sopa de caldo-verde, foi servido, todos em torno da mesa já tinham tecido rasgados elogios ao compadre honorário Gonçalves e à confec-ção da cozinha da União. A sopa, essa, estava de volta ao ideal, com a couve muito bem cortada e escaldada, o caldo consistente, mas fluido e as malgas de sopa, adornadas de duas rodelas de chouriço.

 Deu-se depois o momento dos vários brindes de “Parabéns” aos compadres, o pri-meiro do qual ao compadre honorário José Gonçalves. Sentado e visivelmente emocionado e feliz, recebeu o brinde com um enorme sorriso. Em seguida, o compadre Carlos Silva, que através das objectivas das suas câmeras fotográficas, documenta há décadas os almoços e vários eventos da tertúlia. Mereceu um “Gavião” forte.

 O último, foi em honra do compadre honorário Rogério Varela Afonso, que sempre em defesa, promoção e pelo bem da tertúlia, apoia há décadas os eventos e disponibilizou sempre o apoio e divulgação através do semanário de que é director, O Século de Joanesburgo. Um tom forte e um “Gavião” cujo “tom” foi dado pelo compadre honorário Manuel de Arede.

 O presidente José Contente falou e na sua intervenção, agradeceu à União o facto do almoço patrocinado pelo compadre Gonçalves poder ter sido naquela instituição Comunitária de referência. “O requinte e luxo com que temos sido sempre tratados, a alta qualidade da comida e o serviço, fazem desta casa, uma casa muito especial na nossa Comunidade e não digo isto só por nós Academia”, afirmou o presidente ao dirigir estas palavras ao compadre Victor Garrana, presidente da União.

 O compadre Garrana, o compadre Francisco “Chico” Gonçalves e o compadre José Va-lentim, garantem sempre a máxima eficiência e qualidade na União e que os eventos da tertúlia decorram da melhor maneira possível.

 O prato principal, o do bacalhau foi então levado para a mesa. O “fiel amigo” foi servido “à rampinha” ou “à minhota” ou simplesmente dito como frito. O tamanho consi-derável das postas preencheu os pratos, muito bem guarnecidos de batatas fritas às ro-delas. O peixe estava muito bem demolhado e a lascar na perfeição, branco e de consis-tência firme e suave. As ba-tatas, essas estavam todas fritas na perfeição, estaladiças e de tamanho ideal. O prato do peixe foi altamente elogiado por todos em torno da mesa.

 A boa disposição imperou como sempre nos almoços da Academia-Mãe, com as gargalhadas, as conversas paralelas e o barulho dos talheres a pautar o ambiente do almoço. De notar, que o compadre honorário Gonçalves não poupou esforços nem custos para proporcionar o melhor almoço possível aos compadres e comadres. Prova disso foi o vinho servido, garradas de “Quinta do Carmo Reserva 2011” da herdade vitivinícola Quinta da Bacalhôa, cada garrafa avaliada em cerca de 450 randes. O vinho também foi muito elogiado e apreciado por todos à volta da mesa.

 Por fim, com as sobremesas servidas, bolo Molotov, pudim de ovos, queijo com marmelada e salada de fruta, os cafés estavam a ser levados para a mesa. Como tal, o presidente afirmou “bem, estamos já a ter cafés e precisamos de uns digestivos, por isso, “carrasco” diga de sua “sentença”.

 A palavra final da tarde foi então dada ao compadre José Luís Rodrigues, que num tom mais sério, agradeceu ao compadre honorário Gonçalves pelo patrocínio do almoço e pela alta qualidade do repasto apresentado. “Que Deus lhe dê muitos e em muita saúde compadre”, afirmou o compadre.

 A “sentença” em si, essa foi dada num tom como sempre muito humorístico e sarcástico, próprios do compadre Rodrigues. Os “castigos” foram aplicados aos prevaricadores.

 Foi entregue nas mãos do membro do Board of Trustees do Lar, o compadre José Luís Rodrigues, um cheque de R101.000, dados pelo compadre Orlando Marques, para o quadro de honra dos doadores de cento e um mil randes.

 O compadre honorário José Gonçalves fechou o almoço ao aludir à importância de fazer as coisas bem-feitas. “Aqui o Gonçalves ou faz as coisas bem feitas ou não faz”, declarou. Agradeceu a presença de todos e mostrou-se muito satisfeito em poder celebrar, embora antecipadamente, o seu aniversário no seio da Academia-Mãe.

 O almoço foi encerrado com o entoar do refrão da Marcha da Academia e com o último “Gavião de Penacho”. Vários compadres e comadres fica-ram a conversar e a jogar à sueca ao sabor dos digestivos pela tarde adentro.