Ensino de português no estrangeiro com menos horários mas mais alunos

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Ensino de português no estrangeiro com menos horários mas mais alunos

A rede de Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) terá uma diminuição de três horários/professores, passando de 317 (2014-2015) para 314 (2015-2016), mas abrangerá mais alunos, passando de 43.003 para 44.196 estudantes, divulgou o instituto Camões.

 A rede do EPE inclui cursos de português integrados nos sistemas de ensino locais e cursos associativos e paralelos, assegurados pelo Estado português, em países como a Alemanha, Espanha, Andorra, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Reino Unido, Suíça, África do Sul, Namíbia, Suazilândia e Zimbabwé.

 De acordo com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, é previsto, “à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, que haja novas inscrições (de alunos) em final de agosto e no início de Setembro, quando as aulas recomeçarem”.

 “Atentos a essa possibilidade, os coordenadores de ensino elaboraram os horários de modo a permitir o acolhimento de novos alunos”, sublinhou o instituto Camões.

 O organismo responsável pelo EPE acrescentou que a estabilização da rede e da experiência já alcançada “resulta de um amplo conhecimento do contexto que permite, em simultâneo, a sustentabilidade do sistema, a consolidação da oferta, a reposição de cursos que tinham sido cancelados, a criação de novos polos de ensino da língua e da cultura portuguesas”.

 Além disso, permite “responder a problemas pessoais dos docentes, e ir ao encontro dos seus anseios e necessidades”.

 Segundo o Relatório da Emigração (do Observatório da Emigração) documento lançado em Julho de 2014 pelo Governo, no ano lectivo 2012/2013 o número de alunos do EPE foi de 54.083 e em 2013/2014, 45.220 alunos frequentaram este sistema de ensino. No ano lectivo 2013/2014, a rede do EPE assegurou 356 horários/professores, 30 a menos do que o ano lectivo 2012/2013, que ofereceu 386 horários/professores.

 De acordo com o instituto Camões, na rede da África do Sul, Namíbia, Suazilândia e Zimbabwé foram criados novos polos de ensino em escolas “de fácil acesso à comunidade portuguesa e lusodescendente, foram aumentados os cursos para adultos em instituições de renome como a Alliance Française ou o Centro Diogo Cão”.

 Na rede da Alemanha, foram criados novos cursos em cinco localidades de estados centrais (Hesse e Baixa Saxónia) e foram reabertos cursos que tinham encerrado no ano anterior, segundo a instituição.

 “O número de alunos inscritos no projecto bilíngue de Berlim aumentou”, sublinhou o Camões.

 Na rede do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), destaca-se o aumento do número de inscrições, sendo que os horários poderão acolher novos alunos no início do ano lectivo.

 Na rede de Espanha e Andorra, está assegurada a resposta a todas as inscrições das áreas educativas das regiões autónomas, assim como a manutenção dos cursos em áreas de grande dispersão geográfica, referiu o organismo.

 Em França, de acordo com a nota, o número de alunos a frequentar os cursos aumentou de 12.866 para 14.286 e contabilizam-se mais 2 horários – de 84 para 86, dos quais mais 5 completos – de 66 para 71 (dados referente a 2014-2015 e 2015-2016).

 Na rede do EPE no Reino Unido e Ilhas do Canal, o alargamento da comunidade portuguesa a novas zonas, resultante de novas vagas de emigração, “conduziu ao aumento das inscrições e à oferta de cursos em novas escolas”, se-gundo o Camões.

 O instituto referiu ainda que, na Suíça, os horários foram elaborados tendo em conta os problemas comunicados à coordenação pelos docentes, e foi possível reabrir cursos an-teriormente cancelados e dar resposta positiva a todos os pedidos de inscrição.