Encontro sem golos mas com muitos motivos de esperança

0
102
Encontro sem golos mas com muitos motivos de esperança

Foi só a primeira parte de um duelo que terá 180 minutos, ou 210, pode também acontecer e que vale nada menos do que uma vaga na Primeira Liga de 2014/15.

 Não houve golos, mas foi um belo jogo, muito disputado, com boas oportunidades para os dois lados e enorme coração.

 Um nulo no marcador, a deixar tudo em aberto para a o encontro da Mata Real e a proporcionar bons motivos de esperança às duas equipas.

 A primeira parte foi animada e abriu o apetite para um resto de “play-off” bem disputado e emocionante.

 O Aves entrou cheio de vontade, assumiu o factor casa, procurou a felicidade. Mas cedo se percebeu que era mais querer do que poder.

 O Paços foi-se aguentando lá atrás, começou a pôr gelo nas intenções ofensivas dos avenses e, a partir do quarto de hora/20 minutos, o jogo voltou a ficar equilibrado, e a equipa do Paços veio para a frente a tentar a sua sorte no ataque, pois acreditou que podia marcar e vencer fora de casa.

 Mesmo com maior quantidade ofensiva dos avenses, foram do Paços as melhores ocasiões da primeira parte.

 Sérgio Oliveira abriu as hostilidades com dois remates do meio da rua, e Bebé juntou-se à luta  e somou pontapés perigosos.

 Quim, guarda-redes do Aves, teve que estar especialmentemuito atento para garantir o zero na sua baliza até ao intervalo.

 Inconformado, o Aves foi procurando na raça, mais com o coração do que com a ca-beça, chegar ao golo e liderar a partida, mas o sistema montado por Jorge Costa, não permitia a aproximação dos voluntariosos avançados adversários, nas imediações da blaliza guardada por Degra.

 O segundo tempo agravou estas diferenças. O Paços foi provando que era mais equi-pa, mas o Aves nunca desistiu de procurar a sua sorte.

 Fábio Martins até podia ter provocado o primeiro grande momento de festa nas Aves, em lance aos 53, de belo efeito técnico, mas finalizado com uma boa intervenção do muito atento guarda-redes Degrá.

 Com a excepção desse lance, só estava a dar Paços na segunda parte.

 A equipa visitante foi impondo o seu melhor futebol e foi dando sinais claros de que estava perto do golo.

  Bebé atirava bombas que caíam cada vez mais próximas do alvo.

 No entanto o Aves não se atemorizou, renasceu no jogo.

 Fábio Martins sonhou com o golo, mas ele nunca apareceu.

 A recta final do encontro foi muito emotiva.

 Com mais Paços, enorme a actuação de Bebé, igualmente enorme Quim, na baliza a travar os ímpetos do irreverente avançado pacense e, de vez em quando, bons contra-ataques do Aves.