Empresas portuguesas que mais vendem para o estrangeiro esperam aumentar volume de negócios em 2011

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Empresas portuguesas que mais vendem para o estrangeiro esperam aumentar volume de negócios em 2011

Empresas  portuguesas que mais vendem para o estrangeiro esperam aumentar volume de negócios em 2011As maiores empresas exportadoras portuguesas projectam um aumento das vendas para o exterior este ano, facilitando assim o crescimento económico previsto pelo Governo em 0,2 por cento, que estão fortemente ancoradas no aumento das exportações.

 De acordo com a ronda de contactos feita junto das dez empresas que mais exportaram, as previsões apontam para um aumento das exportações este, possibilitando uma redução do défice comercial e contribuindo para que a economia nacional registe o crescimento de 2 por cento previsto pelo Executivo no Orçamento do Estado para 2011.
 A Petrogal, empresa portuguesa que mais exportou nos primeiros nove meses de 2010, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), não divulga previsões mas, com a reconversão das refinarias de Sines e Matosinhos, a empresa vai “contribuir para a redução do défice comercial”, uma vez que a empresa é também a que mais importa, explicou uma fonte oficial.

 A Autoeuropa, a segunda maior exportadora em Portugal, espera melhores valores em 2011: “Prevê-se que a produção de veículos seja superior à de 2010”, disse fonte da fabricante de automóveis, que exportou 98,7 por cento da sua produção do ano passado.
 O grupo Portucel Soporcel também figura entre as maiores exportadoras portuguesas, apesar de as vendas ao exterior terem caído 4,5 por cento, para 928 milhões de euros, entre 2007 e 2009.
 Ainda assim, no ano de 2009, mais de 90 por cento da produção foi vendida ao exterior, o equivalente a “cerca de três por cento do total das exportações portuguesas de bens”, de acordo com o Relatório e Contas da empresa.

 Devido à nova fábrica de Setúbal (inaugurada em 2009), a Portucel Soporcel antecipa um regresso ao crescimento das suas exportações: “Quando a nova fábrica atingir o seu pleno funcionamento estima-se que o grupo Portucel Soporcel passe a representar quatro por cento das exportações nacionais”, diz a empresa, acrescentando que o impacto se deverá sentir já em 2011.
 Também a Continental Mabor sentiu os efeito da crise, ven-do as exportações recuar de 465 milhões de euros, em 2007, para 470 milhões, em 2008, e cerca de 449 milhões de euros em 2009.

 No entanto, 2010 já significa uma inversão de tendência: só as exportações acumuladas até novembro, no valor de 532 milhões de euros, já ultrapassaram as de todo o ano passado.
 No final do ano, a empresa acredita que as vendas para o exterior deverão chegar aos 550 milhões, num total de 571 milhões de euros de facturação. Já para 2011, “a previsão é que as exportações atinjam 570 milhões de euros”, disse fonte oficial.

* Vendas para fora da União Europeia já representam  25% do total

 Os países fora da União Europeia representaram, entre Janeiro e Outubro do ano passado deste ano, 25 por cento das exportações das empresas portuguesas, num total de mais de 30 mil milhões de euros, de acordo com dados da AICEP.
 Até Outubro, as empresas portuguesas exportaram mais de 30,3 mil milhões de euros, um aumento de 15 por cento face aos 26,3 mil milhões de euros registados no mesmo período de 2009.

 Em sentido inverso, as importações aumentaram 10 por cento para 46,6 mil milhões de euros.
 Do total de exportações, 7,6 mil milhões de euros foram para países fora da União Europeia, o que representa 25 por cento do total de exportações e um aumento de 17,4 por cento em relação aos 6,5 mil milhões de euros registados em 2009.
 As importações de países terceiros também aumentaram, neste caso 27,9 por cento para 11,7 mil milhões de euros.
 Ainda assim, os países comunitários continuam a ser os principais parceiros comerciais das empresas portuguesas.
 Nos primeiros dez meses de 2010, as exportações para a UE atingiram 22,7 mil milhões de euros, num aumento de 14,3 por cento face aos 19,9 mil milhões de euros registados em 2009.

 Para o presidente do AICEP-Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, as empresas portuguesas estão “a ter grande influência em mercados onde não tinham grande presença”, como é o caso do México, uma estratégia que a agência quer incentivar ainda este ano de 2011.
 “Actualmente cerca de 25 por cento das nossas exportações são para fora UE e queremos seguir essa linha. Em 2011, vamos avançar com missões de empresários e estudos do mercado para Egipto, para Guiné Equatorial e para a Colômbia, três mercados on-de nunca estivémos”, afirmou recentemente Basílio Horta.