Empresário sul-africano processa BPP, empresa de auditores e Estado português

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BPPUma sociedade «offshore» sediada no Panamá e outra nas Ilhas Virgens Britânicas avançaram com uma acção em tribunal contra o Banco Privado Português (BPP). Exigem a devolução de cerca de 10 milhões de euros investidos na instituição financeira.  O processo já está a correr no Tribunal Cível de Lisboa.

 No banco dos réus estão ainda as anteriores administrações, a empresa auditora das contas (Deloitte) e o Estado português, avança o jornal «Diário de Notícias».
 As duas «offshores» juram a pés juntos que, nos últimos anos, efectuaram uma série de depósitos no BPP, que foram movimentados internamente à «revelia» das suas ordens.

 De acordo com documentos entregues ao tribunal, as duas sociedades pertencem a um empresário sul-africano, William Peter Venter. O responsável avança que, depois de ter sido abordado por administradores do banco, resolveu aplicar algum dinheiro. Inicialmente com «pequenas aplicações», passando depois para um depósito de três milhões de dólares que, segundo o seu advogado, Filipe Anacoreta Correia, seriam para a aquisição de uma propriedade em Portugal.

 «Não obstante, e sem quaisquer instruções nesse sentido, o banco registou tal montante em aplicações de investimento», referiu na petição inicial. «A verba acabaria por ser transferida para uma conta à ordem, e o problema ficou sanado», diz o mesmo jornal.
 Mas o mesmo não aconteceu com um depósito de 10 milhões de dólares. Numa reunião com a representante do BPP na África do Sul, ter-lhe-á sido exposto um extracto no qual surgia a referência a «retorno absoluto» associada aos 10 milhões.