Empresário moçambicano sequestrado em Maputo

0
133

Um empresário moçambicano foi raptado no sábado 14 de Novembro no centro de Maputo por quatro homens armados, noticiou o jornal O País. A polícia adianta que está a investigar.

  O porta-voz do comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Leonel Muchina, confirmou que no sábado 14 de Novembro decorreu mais um rapto de um empresário moçambicano. Ao jornal O País, Leonel Muchina avançou que as autoridades estão no terreno a investigar o caso. “Associamo-nos ao Serviço Nacional de Investigação Criminal e trabalhos subsequentes estão agora a decorrer”, adiantou Leonel Muchina, sem entrar em pormenores sobre a ocorrência.

  A vítima foi interpelada por um homem armado, quando se dirigia a uma barbearia que funciona num edifício de escritórios e habitações do centro de Maputo, após descer da viatura que era conduzida por uma outra pessoa. O homem obrigou o empresário a entrar num carro em que estavam três pessoas armadas.

  “Veio uma viatura em direcção à Avenida Salvador Allende e nela estavam quatro ocupantes e um deles saiu da viatura e obrigou o senhor a entrar no carro. O motorista do senhor raptado tentou resistir, mas os criminosos ameaçaram disparar”, declarou uma testemunha ao País.

  O jornal adianta que o empresário é Ismael Harron e está ligado ao grupo Uzeir Trade Center, com sede na cidade Beira, capital da província de Sofala, centro de Moçambique.

* Onda de raptos preocupa autoridades

  O sequestro ocorreu menos de uma semana após o rapto, na cidade da Matola, da portuguesa Jéssica Pequeno, entretanto libertada na pe-núltima quinta-feira.

  Jéssica Pequeno, de 27 anos, é filha de um casal proprietário do restaurante Burako da Velha, negócio familiar dos portugueses Dina Pequeno e Alberto Beto.

 Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram raptos cujas vítimas são empresários ou seus familiares. Em Outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, Centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas actividades num protesto contra a onda de raptos no país.

  A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior agremiação patronal do país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas.

 

* Dois mortos em assalto a quinta de empresário português no centro de Moçambique

 

  Dois seguranças da quinta de um empresário português na cidade da Beira, província de Sofala, foram assassinados na sequência de um assalto durante a madrugada.

  As vítimas, que perderam a vida no local, terão sido amarradas e assassinadas dentro da quinta por um grupo de seis homens, que posterirmente tentou arrombar a porta da casa principal, disse Daniel Macuácua, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Sofala.

  “Tentaram entrar na casa principal, destruindo as portas e as janelas. Nesse momento, o empresário perguntou o que queriam e eles disseram dinheiro. E através da janela ele atirou um montante total de 40 mil meticais [462 euros] e eles apoderaram-se do montante e foram-se embora”, explicou o porta-voz da polícia moçambicana.

  No interior da residência, no momento do assalto, o empresário português estava com a sua esposa e a sua filha, acrescentou.

  Além das duas vítimas mortais, o grupo, armado com objectos contundentes e uma pistola, feriu outros dois trabalhadores, que estão hospitalizados, segundo o porta-voz da corporação.

  “Activámos as nossas linhas operativas e decorrem diligências no terreno para a neutralização do grupo, num trabalho que envolve também o Serviço de Investigação Criminal (Sernic)”, acrescentou.

  Este caso ocorre num momento em que Moçambique enfrenta uma vaga de raptos, cujo vítimas são empresários ou seus familiares.