Empresa estatal de defesa sul-africana Denel pede 2,8 biliões de randes de injecção de capital ao Governo

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A estatal de defesa da África do Sul pediu ao governo uma injecção de capital de 2,8 biliões de randes (200 milhões de dólares) para sair da actual crise financeira em que se encontra e garantir os acordos de exportação, afirmou o administrador da empresa.

 A Denel, pilar da outrora poderosa indústria de defesa do país, é hoje uma das várias empresas estatais deficitárias que foram prejudicadas por anos de má administração do governo do Congresso Nacional Africano (ANC), particularmente durante o mandato do ex-presidente Jacob Zuma.

 O administrador da Denel, Danie du Toit, nomeado para o cargo no final do ano passado para resgatar a empresa, disse que os esforços de recuperação “estão a avançar bem” e que a empresa pode auferir 30 biliões de randes em contratos nos próximos dois anos “se fôr assistida financeiramente para superar as actuais restrições de liquidez”.

 “Temos potencialmente um excelente retorno sobre o investimento na recapitalização”, disse Danie du Toit em entrevista à agência financeira Reuters.

 “Os nossos produtos ainda são procurados, a marca ainda é respeitada, embora persista ainda haja algum nervosismo sobre o estado financeiro e a sustentabilidade da empresa”, salientou.

 O gestor da Denel disse esperar que a injeção de capital seja anunciada neste mês de Julho e que os primeiros fundos cheguem em Setembro ou Outubro.

 A Denel fabrica equipamento militar desde munição e veículos blindados a mísseis e helicópteros de combate. Embora seja o fornecedor das Forças Armadas da África do Sul, a maior parte do seus negócios vem das exportações.

 Nesse sentido, Du Toit disse à Reuters que a empresa está prestes a assinar o maior contrato de exportação da história da Denel, escusando-se a revelar o nome do cliente.