Empresa alemã SAP em crise de reputação por corrupção na Africa do Sul

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Empresa alemã SAP em crise de reputação por corrupção na Africa do Sul

A empresa de software alemã, SAP, suspendeu a sua equipa de direcção executiva na África do Sul e abriu um inquérito de investigação independente às alegações de conivência com a controversa família Gupta num concurso público da paraestatal Transnet.

 A empresa anunciou que a investigação será conduzida por uma firma de advogados multinacional, que não se especificou, e liderada por um dos directores executivos do conselho de administração Adaire Fox-Martin.

 Fox-Martin, que é o responsável pelas actividades comerciais da empresa nos mercados MEA (Europa, Médio Oriente e África) e China, afirmou que a empresa está preocupada com notícias publicadas recentemente na imprensa questionando a natureza dos negócios realizados pelo seu escritório na África do Sul assim como as relações comerciais com fornecedores, nomeadamente com a controversa família indiana Gupta.

 “A SAP abriu já um inquérito interno cujos resultados vão ser conhecidos publicamente assim que terminar a investigação”, afirmou.

 “A política da empresa é a de executar as suas actividades comerciais de acordo com a letra e espírito dos requisitos legais aplicáveis e por isso manter o mais elevado grau de ética empresarial. A SAP subscreve o Código Global de Conduta Empresarial e segue com rigor a transparência nas transações comerciais”, afirmou Fox-Martin.

 A empresa alemã é uma das muitas multinacionais envolvidas numa crescente onda de escândalos de corrupção que envolve o Governo sul-africano e a controversa família indiana, Gupta, próxima ao Chefe de Estado.

 O diário sul-africano, Business Report, noticou na sexta-feira que a SAP teria alegadamente pago 100 milhões de randes a uma empresa dos Gupta, que não especificou, para facilitar a contratação de serviços do Estado no valor de 1 bilião de randes com a paraestatal dos transportes ferroviários e portuários.

 A empresa suspendeu o seu director de operações local, Brett Parker, que desmentiu as alegações qualificando-as como infundadas. Todavia, Fox-Martim foi destacado pa-ra a África do Sul para lidar com o alegado envolvimento da SAP em actividades de corrupção com o Estado.

 A imprensa sul-africana recorda ainda que, em 2016, a multinacional alemã acertou pagar 52,16 milhões de randes ao Governo do Panamá por envolvimento num caso de corrupção no qual os seus executivos subornaram funcionários governamentais daquele país para garantirem a concessão de contratos lucrativos.