Embaixador Ramos Pinto esteve na Festa do Magusto da Beneficência e apelou à solidariedade

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Embaixador Ramos Pinto esteve na Festa do Magusto da Beneficência e apelou à solidariedade

O embaixador Ramos Pinto, que ontem mesmo regressou de uma deslocação oficial ao vizinho Reino do Lesotho, esteve à tarde na Festa do Magusto da Sociedade Portuguesa de Beneficência, em Joanesburgo, onde almoçou com mais de milhar e meio de compatriotas, entre os quais se encontrava também o adido social dr. Gonçalo Capitão, em representação do Consulado Geral de Portugal.

 O diplomata salientou ter esta festa no seu coração pelo propósito a que se destinam os fundos angariados – o acolhimento dos mais idosos da nossa comunidade.
 No discurso que proferiu, o embaixador Ramos Pinto apelou à solidariedade dos portugueses e à ajuda que, nestes tempos difíceis que se vivem, todos devem dar a uma obra social da maior importância, como é a do Lar da Sociedade de Beneficência que cuida dos mais idosos.
 “É nestes momentos de crise que deve haver mais solidariedade entre os portugueses e uma maior união de esforços entre as instituições de bem-fazer” – disse o embaixador Ramos Pinto.

 No seu bem-haja, o representante diplomático de Portugal na África do Sul envolveu os responsáveis pelos destinos daquela Casa de Beneficência e pela sua boa obra, os organizadores da Festa do Magusto, os patrocinadores, os artistas que abrilhantaram o programa cultural, em particular o Rancho da Casa dos Poveiros, dada a vizinhança com a sua terra natal, o Porto, e que viu actuar pela primeira vez, e todos os portugueses que se associaram ao evento.

 O dr. Ramos Pinto terminou a sua intervenção desejando os melhores votos de bom Natal e feliz Ano Novo a todos os portugueses.
 Antes, tinha falado o presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Beneficência, Jorge de Freitas, que depois de ter saudado o embaixador, centrou o seu discurso na obra que a instituição gere, particularmente o Lar da Terceira Idade, que acolhe actualmente cerca de 90 idosos.
 Os seus agradecimentos tiveram como destinatários os patrocinadores do Magusto, a equipa que organizou a festa, os voluntários que a ela deram o seu trabalho, os membros da Direcção a que preside e os trabalhadores da SPB.

 Jorge de Freitas destacou, ainda, o donativo da Academia do Bacalhau de Rustenburg à Sociedade Portuguesa de Beneficência no montante de 35.000 randes, che-que que foi entregue por Salvador Rodrigues, responsável pelas Relações Públicas daquela tertúlia.
 Como tradicionalmente, desde que a Beneficência iniciou a celebração do Magusto, o Banco BPI patrocinou a aquisição das castanhas em Portugal para o que vai contribuir com uma verba de 10.000 randes.

* O cheque que ficou por entregar

 Por entregar à SPB ficou um aguardado cheque da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, no valor de 160.000 randes, que o presidente da tertúlia-mãe, Nel-son Reis, revelou ao Século de Joanesburgo irá acontecer até ao fim do ano.
 O cheque terá sido mesmo preenchido pelo tesoureiro da Academia, mas divergências internas terão estado na base da decisão do presidente Nelson Reis de adiar a sua entrega, já que este pretendia que o donativo fosse de 200.000 randes. Os restantes 40.000 randes, por vontade dos outros membros da Direcção da Acade-mia, destinam-se à compra de Cabazes de Natal a distribuir pelos pobres.
 Ausente da reunião que se seguiu ao habitual almoço de quinta-feira, que o presidente classificou de “informal” mas que viria a tocar profundamente no “baú” da Academia, o vice-presidente Sérgio Oliveira apresentou a sua demissão de todos os cargos que desempenhava em carta que enviou a Nelson Reis, acusando-o de comportamento ditatorial.

 O vice-presidente Sérgio Oliveira não terá gostado de não ter sido avisado da realização da reunião e das decisões terem sido tomadas à sua revelia quando o elevado montante em caixa terá resultado das receitas do Dia de Golfe da Acade-mia, cuja organização liderou.
 A todo este conflito não será estranha a promessa feita por Nelson Reis ao emprei-teiro que construíu as casas que a Beneficência tem à venda, o qual disse ao Sé-culo esperar ver esta sema-na a dívida da obra, que as-cende a 500.000 randes, parcialmente amortizada.
 Também ao Século, o presidente da SPB, Jorge de Freitas, garantiu que quem manda na instituição é ele e que o empreiteiro não receberá qualquer amortização enquanto não rectificar as deficiências de construção encontradas e entregar os documentos referentes à conclusão da obra.
 O dia de ontem, na Festa do Magusto, iniciou-se com uma Missa Campal celebrada pelo Reverendo Padre Miguel Lemos, assistente espiritual do Lar Rainha Santa Isabel da SPB.
 De salientar que o trabalho do Padre Lemos foi muito elogiado, durante os discursos, tanto pelo embaixador Ramos Pinto como pelo presidente da Beneficência, Jorge de Freitas.

Durante o espectáculo, que acompanhou o almoço e que teve como apresentador Carlos Silva, actuaram Natalie e Tânia Ferreira em danças orientais, Vitor Nunes e Gina Martins, em canções portuguesas, os Ranchos Folclóricos Troyeville/Núcleo de Arte e Cultura e da Casa dos Poveiros.
 A música para dançar coube ao Conjunto Kyola, de Pedro Rocha e Rocky Pereira.