Embaixador em Pequim defende mais visitas de empresários portugueses

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Embaixador em Pequim

Embaixador em Pequim O embaixador de Portugal na China, José Tadeu Soares, defendeu em Macau que os empresários portugueses devem ir mais à China, um país onde identifica “milhares” de oportunidades de negócio.

 “Devem vir mais à China porque há um certo medo pelo desconhecimento, das dificuldades, da língua … é um país exótico … vir mais à China, há milhares, imensas possibilidades de negócios e devem ter a certeza, eu tenho visto do lado chinês, do lado das autoridades chinesas, uma predisposição favorável para todos os negócios com Portugal”, afirmou.

 Para José Tadeu Soares, a China tem estado sempre “ao lado de Portugal nestas ques-tões que nos têm preocupado nos últimos tempos (dívida e crise) e no desenvolvimento de empresas portuguesas aqui (na China), no investimento chinês em Portugal e no investimento português na China”.
 O embaixador, que falava à margem da cerimónia de condecoração do primeiro chefe do Executivo de Macau com a Grã Cruz da Ordem do Mérito atribuída por Portugal, falou também do Fórum Macau de ligação entre a China e os países de língua portuguesa.
 “O Fórum Macau está a avançar. A um ritmo lento, mas com passos seguros e com a filosofia, que a China defende e Portugal também, que é iniciativas de carater concreto que vão beneficiar os países e as populações”, disse.

 Manifestando-se “satisfeito com a evolução dos traba-lhos” do Fórum, José Tadeu Soares explicou que o pri-meiro curso do centro de formação do organismo, na área do turismo, poderá não ser o mais interessante para Portu-gal, mas Lisboa enviou dois representantes que integram o programa de formação.
 “Vieram também portugueses para esse curso porque se compreende como é que a indústria de turismo está a ser organizada na China”, explicou ao salientar que para Portugal haverá programas com maior ou menor interesse.
 No entanto, acrescentou o embaixador, os “projectos não podem ser vistos só na perspectiva de Portugal” já que o Fórum Macau diz respeito a “um conjunto de países” e desde que os “projectos te-nham uma natureza concreta e sirvam para aumentar as transacções económicas, a cooperação entre os Estados, o desenvolvimento e afectem positivamente as populações nós estamos a favor”.

 Macau, Região Administrativa Especial da China desde Dezembro de 1999, foi designada como ponte entre a China e os países de língua portuguesa desde 2003 e acolhe o secretariado permanente do Fórum e as reuniões ministeriais, além das actividades normais do organismo.