Em figuras da comunidade que pelo que de relevo têm feito em prol do bem comum merecem ser referenciadas e enaltecidas, falamos hoje, nesse aspecto, de Nina de Caires

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Em figuras da comunidade que pelo que de relevo têm feito em prol do bem comum merecem ser referenciadas e enaltecidas, falamos hoje, nesse aspecto, de Nina de Caires, uma compatriota que pelo seu envolvimento em sistemas de adopção de crianças em risco, se tem dado ao respeito e admiração, não só das entidades judiciais na avaliação de processos desse carácter, como das famílias envolvidas nesse sistema de partilha, a que se compromete a educar e respeitar como seu, cada filho que recebe de famílias que por motivos, ca-rências ou desavenças conjugais, não têm possibilidade de os continuar a manter.

 Manuela Cristina Vieira Guiomar de seu nome próprio, mais conhecida por Nina de Caires, sobrenome proveniente do casamento, depois de na infância estudar na instrução primária e ensino secundário no Loreto Convent, e obter a sua formatura na Universidade de Pretória, começou a trabalhar na Child Welfare Tswane em 1990, como jovem assistente social, categoria em que se manteve nos anos seguintes em processos de investigação, junto do Tribunal de menores que regulam esta actividade, sempre a decidir o melhor em relação ao futuro da criança entregue para adopção.

 Especializando-se em abuso infantil por um período aproximado a cinco anos, trabalhou como terapeuta na unidade de terapia, em avaliação de crianças e famílias, sempre em estreita colaboração com as investigações dos tribunais de menores, aqui a gerir na al-tura o Centurion e o Olievenhoutbosch offices, que lide-rou em cinco anos, a par da captação de recursos em diversos eventos nesses períodos.

 Ao deixar essas funções em 2008, iniciou em Março de 2009 as de coordenadora de adopção, onde então havia apenas uma assistente social, e outra de auxiliar de adopção, para em 2010 ganhar outra dimensão, com a alteração da lei da criança, e a acreditação obtida para a organização, nessa na altura com seis assistentes sociais e uma supervisora.

 Actualmente filiada na NACSA, (National Adopção Coalition of South África), que coordena a região do Tshwane/Gauteng, Nina de Caires com consciência dos serviços a todos os níveis, tornando-se uma apaixonada no trabalho que desenvolve, a par das boas relações com os diferentes intervenientes das comissões do Tribunal do Magistério de Pretória, fazendo parte do grupo de adopção “National Childrens Rights In-ternational Coordenation Committeé South African”, confessando-se orgulhosa do trabalho que tem tido, em dar o melhor ao seu alcance, em prol do bem-estar infantil do Tshwane, enaltecendo por outro lado o trabalho da equipa que a acompanha, com as áreas à sua responsabilidade, além de Pretória as de Centurion, Olievenhautbosch, Atteridgeville, Mamelodi, Soshanguve, Garankuwa e Hammanskraal. 

 Com o abandono de crianças a aumentar na África do Sul nestes últimos anos, algumas delas deficientes, incluindo bebés sem pernas nem braços, para as quais, só neste último ano, nesta sua área específica tiveram 270 pessoas interessadas em adoptar, se bem que de acordo com a lei em vigor na protecção desses menores em vigor desde 2005, se a criança abandonada pelos pais, tutores ou cuidadores, teremos por força dessa lei, de agir no melhor interesse desses inocentes, colocando-as em cuidados temporários, procedendo de seguida às respectivas investigações, sendo depois encaminhadas para orfanatos de adopção.

 Segundo o que têm apurado, as principais causas de abandono consistem em gravidez adolescente não planeada, pobreza e desigualdade, drogas e alcoolismo, violência doméstica, negação de paternidade e ausência de pais, abortos inseguros e tardios, depressão pós parto, Hiv/Aids e outros relacionados com imigrantes ilegais, enquanto para prevenção do abandono infantil, saber educar adolescentes de acordo com a sexualidade, panfletos e posters elucidativos, informações so-bre recursos, e adopção de aconselhamento para meninas grávidas.

 No respeitante aos pais adoptivos, sejam eles solteiros ou casados ou até do mesmo sexo, não precisando ser ricos, mas capazes de dar à criança um lar seguro, e serem capazes de cuidar e acompanhar todo o seu desenvolvimento em clima de respeito e tranquilidade, sendo todas as opções feitas de acordo com o capítulo 15 da Lei da Criança 38 de 2005, conforme emendado e finalizado no Tribunal segundo Jurisdição relativa aos deveres dos pais adoptivos.

 Cumpridas essas formalidades, a criança é colocada legalmente por ordens judiciais no TSC de pessoas/famílias rastreadas por assistente social em carácter temporário, enquanto se aguarda o resultado de decisão do Tribunal de Menores.

 A unidade de adopção aconselha normalmente doze locais seleccionados para cuidar de bebés, enquanto se procede à respectiva investigação, com as pessoas incumbidas de cuidar do adolescente, de zelar por imunizações e exames médicos dos menores à sua guarda, sempre que necessário. 

 Quando um membro da famí-lia, como padrasto ou avô quer adoptar um descendente, precisam ser seleccionados, e todos os processos relevantes seguidos em pormenor, o mesno se aplicando a um pai biológico que queira que seu filho seja adoptado por certas pessoas, enquanto por outro lado a criança adoptada ao fazer 18 anos tem o direito de saber quem são os pais biológicos, sendo nosso dever aconselhá-los e orientá-los nesse aspecto, sendo com essa finalidade guardados no Tshwane Child Welfare esses dados em arquivos por cem anos. 

 A finalizar Nina de Caires, que na profissão que abraça, diga-se com grande devoção, se identifica como pessoa co-nhecedora e competente para o desempenho dessa missão – daí e em obediência à sua competência já ter sido entrevistada pela televisão local e jornais deste país, para os quais já escrevera alguns artigos relacionados com o lugar que ocupa- , referiu tratar-se de organização sem fundos lucrativos, e os serviços de assistência social subsidiados pelo governo, mas dependerem de captação de recursos em adopções, todas elas sendo bem-vindas, assim como ofertas de outros variados artigos, incluindo vestuário.

 Em relação à comunidade portuguesa, Nina de Caires que neste âmbito de ocupação profissional é merecedora da admiração dos seus compatriotas, bastando para o referir o facto de ter a trabalhar consigo oito assistentes sociais, e só ter acima de si a directora do Children Walfere, destacou em generosidade as ajudas que tem recebidas do comendador Mário Ferreira e de Mário Jorge no respeitante a computadores no passado, assim como no presente ao apoio do “Golf Day” do dia 5 de Abril corrente, destacando nesse mesmo prisma a contribuição de Carla Ferreira, aos quais se mostrando reconhecida, esperando dos mesmos e a quem mais se lhes quiser juntar a sua cooperação futura, aqui deixando, caso alguém a deseje contactar para qualquer doacção, o seu contacto, telefone (012) 460-9236 ou telemóvel 082 824 9244.