Eliminação do Brasil e Uruguai deixa Mundial só com europeus

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O Mundial de futebol da Rússia não vai ser o da consagração de Neymar, nem tão pouco o de Suarez e Cavani, com Brasil e Uruguai a despedirem-se do torneio na fase dos quartos de final.

  O ‘escrete’ cai às mãos da Bélgica, a equipa mais concretizadora do Mundial2018, por 2-1, e o Uruguai sai eliminado por 2-0 pela França, uma

selecção que está em crescendo na prova, após um arranque algo ‘cinzento’.

  Sabendo que no outro lado do quadro só havia selecções do ‘velho continente’, ficou na sexta-feira certo que nas meias-finais só haverá europeus, uma realidade a que já não se assistia desde 2006 e que só por quatro vezes aconteceu antes.

  Mesmo com a não qualificação de Itália e Holanda e a eliminação precoce da Alemanha, é a Europa que leva a melhor no Mundia2018, que também acaba de se despedir do último dos grandes jogadores presentes – depois de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, é Neymar que leva ‘guia de marcha’ para casa.

  O mérito vai todo para a Bélgica, a selecção que mais aplausos tem recebido pela quantidade e qualidade do seu jogo ofensivo.

  Romelu Lukaku ficou na sexta-feira ’em branco’ em Kazan, mas assistiu Kevin de Bruyne para um golo magnífico, aos 31 minutos. Um grande remate, de longe e cruzado, então a colocar o marcador em 2-0, para desespero da ‘canarinha’.

  Antes disso já os ‘diabos vermelhos’ se tinham adiantado, aos 13, com um autogolo do azarado Fernandinho – é ele que se deixa bater por Lukaku, na jogada do segundo golo.

  O golo nasceu de um canto, cobrado Nacer Chadli, e um leve cabeceamento de Vincent Kompany. A trajectória da bola surpreendeu Fernandinho, que acabou por marcar na próxima baliza, com o ombro.

  A perder ao intervalo, Tite teve mesmo de alterar a equipa do Brasil e fê-lo com engenho. Na segunda parte, os brasileiros foram mais ativos e pressionantes, só que o golo de Renato Augusto acabou por ser ‘curto’.

  Aos 76 minutos, um centro de Philippe Coutinho chegou perfeito a Renato Augusto, que cabeceou para o lado oposto da colocação do guarda-redes Courtois.

  O ‘dono’ da baliza belga fez, de resto, uma exibição perfeita e foi ele que

‘salvou’ o que seria o empate, desviando aos 90+4 um remate ‘venenoso’ de Neymar.

  O Brasil caiu, mas com evidente honra, ante uma selecção que na ronda

anterior passou por muito para afastar o Japão, mas na sexta-feira foi

decididamente mais eficaz. Pode queixar-se de um Mundial abaixo das

expetativas de Neymar e Gabriel Jesus.

  Na sexta-feira, Courtois foi a estrela maior belga, mas o que ressalta mesmo é a linha ofensiva, com Eden Hazard e Lukaku, Kevin de Bruyne e Fallaini. Para as ‘meias’, a única contrariedade é a indisponibilidade de Meunier, médio direito, por cartões.

  Nas meias-finais, o adversário é o histórico rival França, com quem a

Bélgica faz fronteira. Pelo que fizeram nas duas últimas rondas, os ‘azuis’ são agora apontados como principais candidatos ao triunfo final.

  Já se sabia que o Uruguai ia estar diminuido em Nijni Voggorod, com a  ausência de Cavani, lesionado, e que o seu contra-ataque não deveria ser tão letal.

  Um fabuloso remate de Varane, aos 40 minutos, abriu a contagem e obrigou os sul-americanos a abrirem-se um pouco mais. Aos 61, foi o guarda-redes Muslera que ‘deu uma ajuda’, ao não conseguir defender um remate sem Aparente perigo de Griezmann.

  Se até então o Uruguai não tinha incomodado muito, a partir daí praticamente não fez mais nada de relevante para virar o jogo.

  No sábado,  a Croácia apurou-se para as meias-finais do Mundial2018 de  futebol, ao vencer a anfitriã Rússia, por 4-3, no desempate por grandes penalidades, após uma igualdade a dois golos no final do prolongamento.

  Kramaric (39 minutos) e Vida (101) fizeram os golos dos croatas, e Cheryshev (31) e Mário Fernandes (115) marcaram para os russos, num encontro que chegou ao final dos 90 minutos empatado a um golo.

  Nas meias-finais, a Croácia vai defrontar a Inglaterra, que afastou a

Suécia, por 2-0.

  A Croácia regressa, assim, às meias-finais de um Mundial, 20 anos depois de em 1998 terem sido derrotados nessa fase pela França, que viria a ser campeã em casa.