Eleições: PSD aposta na captação de poupanças e investimentos dos emigrantes

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PSDA captação das poupanças e investimentos dos emigrantes, voto misto, combinando os métodos por correspondência e presencial, e consulados “de nova geração” são prioridades incluídas no manifesto eleitoral do PSD para a área das comunidades portuguesas.

 “É prioritário o desenvolvimento de mecanismos de captação de poupanças e investimentos dos portugueses residentes no estrangeiro, restaurando instrumentos de poupança (…) e criando
outros que vão ao encontro deste mercado”, refere o manifesto, acrescentando que o potencial dos emigrantes, nomeadamente dos empresários, tem sido “claramente desaproveitado no esforço de recuperação da economia portuguesa”.

 A extinção das contas poupança-emigrante, o “anunciado e sistematicamente adiado” programa NETINVEST e a forma como têm sido “ignoradas” as câmaras de comércio e as associações empresariais no estrangeiro são, para o PSD, exemplos desse “desaproveitamento”.
 Os sociais-democratas consideram ainda prioritária a elaboração “dos estudos indispensáveis à alteração do sistema de voto dos portugueses no estrangeiro” e defendem a “adopção do sistema de voto electrónico ou de um método misto entre o voto por correspondência e o voto presencial”, com o objectivo de combater a abstenção.

 O PSD defende que as comunidades portuguesas devem ser “prioridade absoluta da política externa”, defendendo a reestruturação política do Ministério dos Negócios Estrangeiros com vista a esse fim.
 Neste contexto, segundo o manifesto, a reforma da rede consular deverá adotar “modelos organizacionais” que envolvam movimento associativo, iniciativa privada e organismos públicos de representação externa.

 “Impõe-se dar início ao processo de criação dos “Espaços Portugal”, enquanto consulados de nova geração, capazes de concentrar e coordenar efectivamente as mais diferentes vertentes da acção externa”, refere o texto, avançando a possibilidade de nestes espaços instalar empresas ou associações empresariais e culturais.

 A reforma do ensino do Português no estrangeiro merece também a atenção dos sociais-democratas, que querem dar continuidade à transferência da tutela deste sector para o Instituto Camões e apostar no alargamento da rede de ensino aos países fora da Europa.
 Mobilizar os jovens luso-descendentes como garante da relação com a diáspora, aumentar a participação dos emigrantes na política nacional, aprovando o voto nas eleições autárquicas, e alargar a nacionalidade portuguesa aos netos de cidadãos nacionais “por mero efeito de vontade” são outras apostas do PSD para a área da emigração.

 O manifesto considera que Portugal necessita de “maior afirmação internacional” para melhor defender os interesses políticos, culturais e económicos e sustenta que “é preferível estar de mãos dadas com os milhões de compatriotas (…) por todo o mundo do que permanecer de costas voltadas”.