Eleições autárquicas: António Costa reeleito presidente da Câmara de Lisboa

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Eleições autárquicas: António Costa reeleito presidente da Câmara de Lisboa

O movimento nas ruas de Lisboa era às 23:00 de ontem normal, sem sinais de festejos da recondução do socialista António Costa na presidência da autarquia da capital portuguesa.

 A chuva ou a ausência de surpresa eleitoral poderão ter sido os factores que levaram os apoiantes de António Cos-ta a não festejar nas ruas de Lisboa.

 Junto ao Hotel Altis, quartel-general da candidatura socia-lista na capital, apenas era vi-sível movimento de jornalistas, hóspedes do hotel e carros de exterior das estações de televisão.

 Porém, a sala onde António Costa fez o discurso de vitória estava cheia de apoiantes, entre quais Manuel Alegre e Carlos do Carmo.

 Segundo as projeções da SIC e da RTP, o socialista António Costa é novamente eleito pre-sidente da Câmara Municipal de Lisboa.

 Concorreram à Câmara de Lisboa o PS (António Costa), a coligação PSD/CDS-PP/-MPT (Fernando Seara), CDU (João Ferreira), BE (João Se-medo), a coligação PPM/-PPV/PND (Nuno Correia da Silva), PCTP/MRPP (Joana Miranda), PTP (Amândio Ma-daleno), PAN (Paulo Borges) e PNR (João Patrocínio).

 

Rui Moreira garante que Porto dará "o exemplo para Portugal"

 

 

 O independente Rui Moreira, eleito presidente da Câmara do Porto, afirmou que estas eleições são um “sinal claro de que é possível fazer dife-rente”, prometendo que o Por-to dará “o exemplo para Por-tugal”.

 No seu discurso de vitória, Rui Moreira prometeu “romper com o actual estado das coi-sas”, reafirmando não ser contra os partidos, mas que “os partidos não têm estado bem” e “têm eles também de ser diferentes”.

 “Pela primeira vez, o partido que venceu na cidade foi o Porto”, destacou, considerando que a sua vitória “é um si-nal claro de que é possível fazer diferente”.

 Segundo Moreira, “se os partidos não entenderem o que se passou aqui, então não percebem nada” do que o seu movimento independente quer.

 “O Porto, mais uma vez na sua história, mostra de que é feito, mostra a sua fibra”, dis-se, ”o Porto não se deixa in-fluenciar nem por mensagens nem por promessas irresponsáveis”.

 Para Moreira, quem fez es-sas “promessas irresponsá-veis” é quem “não conhece nem o Porto nem os portuen-ses”.

 “Só no Porto era possível acontecer o que aconteceu nesta cidade”, frisou, garantindo que vai cumprir o seu programa e não se esquecer da-quilo que viu e ouviu durante a campanha eleitoral.

 O presidente eleito dirigiu também críticas a todos aqueles que “desde o início tenta-ram impedir” a sua candidatura, “procurando condicionar os apoiantes que, obviamen-te, não se deixaram afetar”.

 “Desde as mais altas indivi-dualidades do Estado até co-mentadores de televisão, com pretensões políticas indivi-duais, e dirigentes e comentadores de jornais, que permanentemente tentaram intoxicar a população. Esquece-ram-se também eles que es-tavam a falar com o Porto e o Porto é diferente, nós somos diferentes”, indicou.

 Rui Moreira, que garantiu aos seus apoiantes que não os irá “desapontar”, disse pretender introduzir “novos protagonis-tas na cidade, na vida pública e na política”.

 “Porque um dos motivos pelo que votaram em nós foi para romper com atual estado das coisas, em que são sempre os mesmos que permanentemente se instalam nos corredores do poder, gerindo compadrios e desperdiçando os recursos públicos de todos nós”, sustentou.

 Rui Moreira fez questão de saudar o candidato Manuel Pizarro (PS) “pela dignidade da sua declaração” de derrota nesta corrida à presidência da Câmara.

 Para além de Rui Moreira, concorreram à Câmara do Porto Luís Filipe Menezes (PSD/MPT/PPM), Manuel Pi-zarro (PS), Pedro Carvalho (CDU), José Soeiro (BE), Nu-no Cardoso (independente), José Carlos Santos (PCTP/-MRPP) e José Manuel Costa Pereira (PTP).

 

PSD/Madeira perdeu pelo menos quatro concelhos,  dois deles para o PS

 

 Os resultados de oito dos 11 concelhos da Madeira foram apurados, tendo o PSD perdido para quatro concelhos: Porto Moniz e Porto Santo para o PS, Santana para o CDS-PP e Santa Cruz para um movimento independente.

 De acordo com os números da Direcção-Geral da Admi-nistração Interna (DGAI), na câmara de Porto Moniz o PS arrecadou 49,1% dos votos, garantindo três mandatos, e o PPD/PSD conseguiu 46,53% dos votos, ficando com os

outros dois mandatos da autarquia.

 Em Porto Santo, o PS conseguiu 41,42% dos votos (três mandatos) e o PSD alcançou 36,56%, ficando com dois mandatos no executivo.

 O CDS-PP conseguiu a câ-mara de Santana, com 51,72% dos votos (três man-datos), ficando o PPD/PSD com 33,1% dos votos (dois mandatos).

 Já no concelho de Santa Cruz, a lista de independentes Movimento Juntos Pelo Povo conseguiu cinco mandatos (64,42% dos votos), ficando outros dois para o PSD (23,1% dos votos).

 No entanto, os concelhos da Calheta, Ponta do Sol, Ribeira Brava e Câmara de Lobos continuam a ser liderados pelo PSD.

 Na Calheta, o PSD arrecadou 58,54% dos votos, conquistando cinco mandatos, ao passo que o CDS-PP, a se-gunda força política mais votada, conseguiu 25,99% dos votos, ficando com os outros dois mandatos da autarquia.

 No concelho da Ponta do Sol, o PSD arrecadou 55,97% dos votos (quatro mandatos) e o PS 20,58% dos votos (um mandato).

 O PPD/PSD também conseguiu a maioria absoluta no concelho da Ribeira Brava, com 41,61% dos votos (quatro mandatos), ficando o PS com 21,79% dos votos (dois mandatos) e o CDS-PP com 19,97% (um mandato).

 Em Câmara de Lobos, o PPD/PSD arrecadou 39,87% dos votos, conseguiu quatro mandatos, ficando os outros três mandatos da autarquia para o CDS-PP (16,42%), para o MPT (14,17%) e para a coligação PS/PTP/PND/BE