Economia sul-africana precisa de 30.000 operários qualificados por ano

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 A África do Sul, a segunda maior economia africana depois da Nigéria, enfrenta um desafio face à falta de crescimento na economia artesanal.

De acordo com o Plano Nacional de Desenvolvimento (PDN), o país necessita de qualificar 30.000 operários por ano para responder à actual procura de mão-de-obra por forma a reduzir drásticamente a pobreza e a desigualdade até 2030.

 De acordo com o Governo, uma das principais prioridades do país é desenvolver uma “pool” de artesãos qualificados que permita concluir projectos de infraestrutura estratégica (SIPs), nomeadamente estradas, escolas, universidades, portos e centrais de energia eléctrica.

 O dilema do Executivo e das empresas, em encontrar mão-de-obra artesanal qualificada, deriva do facto de serem poucos os jovens que querem participar no programa de treinamento e formação nas 13 áreas críticas da economia ar-tesanal, optando em vez disso pelo ensino superior.

 De acordo com o ministério da Educação e Formação, as competências artesanais mais procuradas atualmente para o crescimento da economia nacional incluem alvenaria, caldeiraria, carpintaria, soldagem, engenharia mecânica e montagem e torneamento.

 Neste contexto, o departamento de Ensino Superior e Treinamento (DHET) está a desenvolver um programa de formação técnico-profissional (TVET) em articulação com diversas faculdades no país para qualificar os tão neces-sários artesãos.

 O ministro adjunto do Ministério da Educação e Formação, Buti Manamela, acredita que a formação artesanal é importante para o crescimento da economia “porque auxília na luta contra o desemprego ju-venil”.

 “Nos últimos três anos, produzimos 16 114, 21 188 e 21 150 artesãos, respectivamente. Até 2030, poderemos atingir o objectivo”, sublinhou Manamela.

 A taxa de desemprego de 27.1%, reflectiu no quarto trimestre de 2018, 6,14 milhões de desempregados, sendo o desemprego entre os jovens acima de 50%.

 A falta de artesãos qualificados tem sido apontada pelos especialistas como uma grande barreira à criação de em-prego e ao crescimento económico.