E.U.A. moderam Acordo de Paz histórico entre Emirados, Bahrein e Israel

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  Os Emirados Árabes Unidos (E.A.U) e o reino do Bahrein assinaram na terça-feira 15 de Setembro um acordo de paz para normalizar relações com Israel num alinhamento estratégico de países do Médio Oriente face ao Irão.

  Os acordos de paz, baptizados por Acordos de Abraão, são de normalização de relações e fomento de relações económicas e foram assinados em Inglês, Hebraico e Árabe. O momento histórico foi assinalado com as bandeiras dos quatro países envolvidos a serem projectadas na noite de 15 de Setembro nas paredes da antiga cidade de Jerusalém, Israel.

  No Dubai, o hino de Israel foi tocado pela primeira vez pelo sistema de som do arranha-céus mais alto do Mundo, o Burj al-Khalifa. Tanto nos E.A.U e no reino do Bahrein a bandeira de Israel foi hasteada pela primeira vez na História.

  O presidente dos Estados Unidos da América (E.U.A), Donald Trump foi o anfitrião da cerimónia que decorreu na Casa Branca em Washing-ton D.C, capital norte-americana. Os acordos acontecem apesar do conflito israelo-palestiniano ainda estar por resolver e do Qatar, palestinianos e a Faixa de Gaza bem como o Irão já condenaram os acordos de paz entre as três nações.

  O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu assinou os acordos com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos E.A.U Sheikh Abdullah bin Zayed Al Nahyan e do Bahrein, Abdullatif Al Zayani. Estes dois países são a terceira e quarta nação árabe, respectivamente, a tomarem passos para normalizar relações com Israel após tratados assinados com o Egipto em 1979 e o Jordânia em 1994.

  “O povo do Médio Oriente não permitirá mais que o ódio a Israel seja fomentado como desculpa para o radicalismo e o extremismo”, afirmou o presidente Trump na cerimónia que teve lugar nos jardins da Casa Branca. “E não deixarão que o grande destino da região seja negado”, atestou Trump. “Esta paz irá, a seu tempo, expandir para incluir outros Estados árabes. E, pode acabar com o conflito israelo-árabe de uma vez por todas”, declarou Netanyahu.

  Um dos alvos dos apelos feitos pela Casa Bran-ca é a Arábia Saudita, o país mais poderoso no Médio Oriente. Até à data os sauditas, cujo rei é quem zela pelas cidades mais sagradas do Islão e governa o país que mais exporta petróleo em todo o Mundo, já fizeram saber que ainda não estão dispostos para normalizar relações com o Estado de Israel. Outro alvo é o Oman, cujo sul-tão falou com o presidente Trump na semana anterior a estes acordos.