Duas portuguesas mortas em Moçambique

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As autoridades judiciais da província de Sofala, centro de Moçambique, decretaram a prisão preventiva de três homens suspeitos do assassínio de uma cidadã portuguesa na cidade da Beira, na semana passada, noticiou no sábado o Notícias, principal diário moçambicano.

 Segundo o Notícias, os suspeitos têm entre 21 e 24 anos de idade e vão ficar a aguardar o decurso do processo em prisão preventiva, depois de terem sido presentes a um juiz.

 A vítima era funcionária de uma sucursal de uma empresa portuguesa na Beira, capital da província de Sofala, e foi encontrada sem vida no rio Púngoè, no dia 30 de Dezembro, depois de ter sido sequestrada. Segundo o scretário de Estado das Comunidades, José Luis Carneiro, a autópsia concluiu que a cidadã portuguesa foi morta por afogamento com prévio traumatismo craniano.

Uma nota divulgada pela Presidência da República refere que Marcelo Rebelo de Sousa apresentou condolências à família da cidadã portuguesa assassinada em Moçambique. De acordo com a nota, Marcelo Rebelo de Sousa falou “com a família de Inês Botas, a cidadã portuguesa raptada e assassinada em Moçambique, onde trabalhava ao serviço da empresa Ferpinta”.

 Menos de 24 horas após o homicídio na Beira, uma outra cidadã portuguesa, com cerca de 70 anos, foi assassinada na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique, na sequência de um assalto à sua residência, disse à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades, que adiantou que a cidadã portuguesa morava sozinha e residia há bastante tempo em Moçambique, onde era uma pequena empresária. No âmbito deste caso, as autoridades moçambicanas detiveram dois suspeitos por assalto e por posterior assassínio.

 O Presidente da República também apresentou condolências à família da portuguesa que morreu após um assalto à sua residência em Chimoio, na província moçambicana de Manica, deixando também uma palavra de solidariedade à comunidade portuguesa de Moçambique.

Numa mensagem divulgada na página oficial da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa envia as suas “sentidas condolências à família, deixando neste momento difícil uma palavra de solidariedade à comunidade portuguesa de Moçambique”.