Dr. Garrana é o cirurgião dentário português cobiçado em todo o Mundo

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Dr. Garrana é o cirurgião dentário português cobiçado em todo o Mundo

Rhoodie Garrana, nascido e criado na África do Sul, é cirurgião dentário. Formado em Medicina Dentária pela Universidade Wits, de Joanesburgo, especializa-se em implantologia e cirurgia dentária de reconstrução. Mestre em implantologia e patologias orais, como cancro, o Dr. Garrana está na senda da onda no que toca à pesquisa de novas técnicas e investigação médica na área dentária. 

Um médico dentário que é cobiçado por universidades norte-americanas, britânicas, sul-africanas, australianas e suiças. Fundou a sua própria clínica dentária aos 26 anos e agora, desenvolveu uma estreita parceria com o Dr. Paulo Maló e o Dr. Miguel Nobre, na investigação de implantologia e na aplicação de novas técnicas de medicina dentária. Orador e palestrante em várias conferências desta área clínica, viaja regularmente a Portugal e pelo Mundo para mostrar e falar do seu trabalho e investigação. Com apenas 31 anos de idade, Rhoodie Garrana está a tornar-se num gigante e numa referência mundial no seu ramo. Prova disso foi a publicação do artigo que fez em conjunto com Paulo Maló e Miguel Nobre, numa das mais prestigiadas revistas científicas e médicas. O Século de Joanesburgo conseguiu “apanhar” o Dr. Garra-na, entre compromissos e viagens, para nos explicar um pouco mais daquilo que faz.

 

  Michael Gillbee – Dê-nos um pequeno historial seu.

  Rhoodie Garrana – Nasci em 1985 na África do Sul, os meus pais são Victor e Marinda Garrana. Tenho dois irmãos. Estudei no sul de Joanesburgo, frequentei a escola de St. Benedicts em Bedfordview. Comecei a estudar em 2004 na Universidade Wits onde me licenciei em medicina dentária em 2009. Em 2011 completei o meu mestrado em cancro oral, no departamento de medicina dentária e periodontologia. Especializei-me em medicina oral e periodontologia, na qual estou a entrar no meu último ano, a especialização, que prevejo concluir em 2018.

  MG – Portanto, dentista. Mas, no presente, em que é que o Rhoodie trabalha?

  RG – Enquanto estava a trabalhar como dentista – e mesmo durante a licenciatura – sempre tive uma curiosidade especial em relação à medicina oral e implantologia. Especializei-me nessa área. É a área de diagnóstico e tratamento de patologias orais, tal como cancro da boca. Assim como a implantologia, que toca à parte de cirurgia, colocação de implantes, fabrico dos mesmos e correcção de problemas dentários e maxilares. Ao mesmo tempo é fazer enxertos ósseos, de tecidos para poder auxiliar os im-plantes e as cirurgias que fazemos. Deixei a prática dentária para me dedicar a um ramo especializado. Em muitos aspectos confunde-se com a medicina dentária praticada diariamente, mas que se dedica a casos e patologias específicas.

  MG – E porque é que embarcou por esse caminho? Porque, o Rhoodie tinha o seu próprio consultório.

  RG – Eu estava satisfeito e contente em ter o meu consultório/clinica dentária. Mas, houve um dia, em que entrei no consultório e pensei “é isto o total da minha aprendizagem e crescimento? É aqui que estagno?” e portanto, apesar de ter uma clinica em crescimento e onde mudei a vida a muitas pessoas e tinha muitas pessoas e famílias dependentes de mim, senti que não estava a concretizar o meu completo potencial. Assim, decidi fazer o Mestrado e continuar a aprender. Entrei na Universidade, fiz trabalho que não era remunerado, estava a ensinar aos alunos de graça e o interesse no ramo académico cresceu. Faço-o porque sinto que posso dar mais, sinto que posso fazê-lo e que tinha que o fazer.

  MG – Portanto, é mais uma vocação? Um chamamento, por assim dizer.

  RG – Sim. Sem dúvida que sim.

  MG – E esta clínica que o Rhoodie teve, fechou-a? Passou-a a outro colega? O que é que aconteceu?

  RG – [exclama] Não! O que aconteceu foi que continuou. Vendi a clínica a um dentista português, que se licenciou comigo. Foi meu colega. Traba-lhou no Sul de Joanesburgo enquanto eu estava à frente do meu consultório. Quando decidi vender, não contactei mais ninguém, fui direito a ele. Hoje, continua com grande sucesso, reteve a maioria dos pacientes e está a crescer.

  MG – E no presente, onde é que o Rhoodie se encontra a trabalhar?

 RG – Estou a trabalhar no departamento de medicina oral e periodontologia. Sou empregado do Ministério da Saúde e trabalho no Johannesburg General Hospital. O meu trabalho é tratar de casos especializados, porque o Jo’burg Gen é um hospital especializado para onde os casos mais específicos e delicados são encaminhados. No fundo, coisas que não podem ser tratadas nos consultórios dentários.

  MG – Dê-nos um exemplo disso.

  RG – Por exemplo, implantologia de rotina, trabalhos de rotina de coloca-ção de coroas, pontes podem ser feitas nos consultórios. Todavia, tivémos o caso de uma jovem que me foi encaminhado por um dentista português a trabalhar em Pretória, que levou uma forte pancada de um baloiço na boca. Desenvolveu uma perda progressiva de osso e da zona do periodonto [dentes]. Infelizmente, a família da jovem não tem posses para pagar nem suportar os tratamentos necessários, assim, o caso foi-nos encami-nhado e começámos a tratar a jovem. Foi submetida a seis cirurgias em que regenerámos osso, dêmos-lhe enxertos de tecidos moles para ajudar a regenerar a zona afectada.

  MG – Quando diz “regenerar osso”, o que é que quer dizer com isso?

  RG – Quisemos criar um estado de homeostase no osso, para parar e reverter o estado de perda do mesmo. Extraímos vários dentes e implantámos osso no maxilar, para colocar mais osso, necessitamos de mais tecido para cobrir o osso. Assim, demos-lhe enxertos de pele. Esta paciente só pesada 50 e poucos quilogramas e o único lugar de onde poderíamos extrair um enxerto ósseo era do queixo. Foi preciso criar um método novo e diferente, devido à fragilidade da paciente e ao seu tamanho pequeno. Fizemos uma guia.

  MG – Quando diz “fizemos”, a quem é que se refere?

  RG – A mim e ao meu mentor Dr. Mohangi, desenvolvemos esta guia. Um processo que acarreta alguns riscos, mas que decorreu sem quaisquer problemas. O caso foi um sucesso tal, que vamos apresentá-lo e relatá-lo no mês de Maio na Suíça, dentro da categoria de inovações cirúrgicas.

  MG – Qual é o presente estado desta paciente?

  RG – Já passaram cinco meses desde o enxerto ósseo, o implante final foi colocado há três meses. Daqui a dois meses vamos restaurar o im-plante e o caso estará concluído. O trabalho de restauro dentário foi também feito pro bono [grátis] por outro dentista, Dr. Fernandes, outro dentista português, especializado em medicina dentária estética da Universidade de Pretória.

  MG – Portanto, o que é isto tudo significa para esta paciente? Terá uma vida normal em termos dentários?

  RG – Sim. A realidade é esta, sem esta intervenção teria ficado com trabalho de ponte extensivo, o que não teria sido adequado nem correcto. Teria no fim, que ficar com uma dentadura, algo que não seria ideal para a idade. Portanto, oferecemos-lhe um tratamento que não está disponível em nenhum outro lugar e a custo zero. É um trabalho de primeiro Mundo e é disso que se trata e me estimula.

  MG – O ajudar o próximo.

  RG – Precisamente isso! E, para condensar e resumir isto tudo, no outro dia após termos concluído a última cirurgia, em que eu disse “Brigitte, concluímos as nossas cirurgias”, ela começou a chorar. Ela respondeu “não sei se quero que acabe, porque a experiência tem sido tal, que não quero ir embora!” [sorri e suspira] Não se tem pessoas que querem ser submetidas a mais cirurgias só para poderem estar mais tempo com os médicos.

  MG – Que outro tipo de pesquisa e investigação é que faz?

  RG – A minha primeira experiência em pesquisa foi perfilar o cancro da boca no Jo’burg Gen. Quis saber e ter uma ideia distinta de quem e o porquê do cancro oral. Qual a idade? Género? Onde é que na boca o cancro se manifestava mais? Todos esses aspectos. O que nos ajudaria a co-locar medidas para lidar mais eficientemente e rapidamente com cada caso. Estas medidas, agora colocadas em funcionamento, ajudam-nos a identificar muito mais rapidamente os pacientes e a iniciar os tratamentos, bem como, ajudou a agilizar os processos de triagem. Mas, em 2016, um paper que escrevi em colaboração com o Dr. Paulo Maló e o Dr. Miguel Nobre e o Dr. Mahangi, sobre endotoxinas na implantologia, foi publicado.

  MG – E onde é que foi publicado?

  RG – Foi publicado numa revista médico-científica BioMed Research International, pela Hindawi Publishing Corporation. Estão em Nova Iorque. Fomos publicados numa edição especial da revista, para a qual foram submetidos mais trinta mil artigos. Temos esse privilégio. Já tive muito feedback, a nível internacional e nacional.

  MG – Fale-nos do factor de impacto. O que é que isso significa?

  RG – Isso da Indawi, é o seguinte: o facto de impacto da Hindawi é 2.13, o que significa que partilha com o leitor, o número de vezes que um artigo/paper é citado daquela revista. Para publicar seja o que for numa revista científica com um factor de impacto de 1.5 a 2 é muito difícil. Aliás, levou-nos quase três meses para que fosse publicado, pois foi submetido a uma rigorosíssima revisão e avaliação. E, é avaliado pelos nossos pares. Ou seja, por outros especialistas do ramo. Sabemos que os leitores estão a receber o mais alto nível e a mais alta referência.

  MG – O que é que significa esta publicação?

  RG – Abre-nos a uma plataforma internacional de alta qualidade e referência. O nosso nome está lá fora, é lido e referenciado por outros especialistas e de repente no estrangeiro, começam a perguntar “quem é o Dr. Garrana?” É alguém que deixar a sua marca e fazer as coisas de forma diferente. Claro, ter co-autores como Paulo Maló e Miguel Nobre enfatiza a seriedade do meu trabalho e a qualidade daquilo que estamos a desenvol-ver.

  MG – O que é significa para si trabalhar com o Paulo Maló?

  RG – O Paulo é um homem e um cirurgião dentário que é uma referência a nível mundial. Não tem tempo para “brincadeiras” e aposta naquilo que apenas da mais alta qualidade e referência. É algo para mim, muito motivador. A lição que aprendi, tudo é possível de ser feito, desde que se queira. A maneira como o conheci, foi meti-me num avião para Portugal, sem saber sequer se chegava a Lisboa e ele me iria receber e falar comigo. Quando falei com ele, pus-lhe o “jogo” em cima da mesa e as minhas intenções e ele gostou. Gostou tanto, que formámos uma parceria que está cada vez mais forte e em crescimento.

  MG – Ao ser publicado na BioMed Research International, tão jovem, é amedrontador? Outros médicos e pesquisadores, sentem-se ameaçados? Invejosos? Tentam trazê-lo para baixo?

  RG – Já muito feedback positivo. Mas também muitos invejosos, porque há muita gente que não quer que outros tenham sucesso e subam na vida. Ficam felizes não por eles ganharem, mas antes ficam felizes quando os outros perdem, se me faço entender!? Ensinou-me muitas virtudes, entre elas humildade e paciência. Há uma certa maneira com a qual se lida com gente dessa, aprendi muito disso com o Paulo Maló e o Miguel Nobre, ambos têm sido grandes mentores e amigos. Ensinaram-me a lidar com as situações mais difíceis, fruto da experiência que eles têm.

  MG – Portante, para si é um privilégio que ambos, os Drs. Maló e No-bre, o tenham apadrinhado e posto debaixo das asas deles?

  RG – [sorri e exclama] Sim, sem dúvida. Para mim é uma honra e um privilégio. Considero-os amigos e depois colegas. O simples facto é que, o ter sido publicado em conjunto com ambos, é um sinal claro ao Mundo de onde se está, onde se quer chegar e a qualidade do nosso trabalho. É aquela máxima de “junta-te aos bons e serás melhor…”

  MG – Para os nossos leitores perceberam, foi publicado numa revista muito prestigiada, tem como mentores Paulo Maló e Miguel Nobre. É procurado para palestrar e apresentar a sua pesquisa em todo o Mundo. Com essa idade, é um feito importante.

  RG – Sim. A Nobel BioCare, que é a segunda maior empresa de implantes do planeta, é o implante de preferência do Grupo Maló. Na África do Sul, tenho estado a usar implantes Straumann. E assim a Straumann nomeou-me director do grupo de estudo de Joanesburgo, onde participam cerca de quarenta médicos dentários. Encontramo-nos quatro vezes ao ano, para discutir pesquisa e investigação, as mais recentes tecnologias e os novos materiais de trabalho. E, através disso, tenho estado cada vez mais envolvido como orador. Daqui a um ano, quero participar no circuito internacional de oradores e palestrantes, num painel fixo. Mas isso, é um dos projectos, para já é a pesquisa e investigação.

  MG – Quais os planos para o Futuro?

  RG – Planos futuros? Bem, tenho várias opções que estou a considerar. A clínica Maló, uma bolsa de estudos e investigação nos Estados Unidos da América, mais concretamente no Texas. Também na Austrália. Há várias ofertas aqui na África do Sul, para ficar aqui no nosso país no sector privado. Há várias ofertas académicas, Wits, Universidade de Cape Town, Stel-lenbosch, etc… são tudo coisas a considerar, porque considero a minha carreira mas também tenho que discutir o assunto com a minha esposa. Para já, estou a disfrutar do meu sucesso e do meu trabalho. Sinto, no entanto, que a Comunidade portuguesa e a África do Sul pode beneficiar muito do meu trabalho e daquilo que estou a fazer.

  MG – Casado há três anos. Isto afecta também a sua esposa por cer-to?

  RG – Sim. Ela é uma Chartered Accountant para uma grande empresa, Bounty Brands. Conhecemo-nos quando me licenciei, iniciei a minha clínica e não estávamos casados há muito tempo quando lhe disse que queria explorar mais e crescer. Sempre me apoiou e está comigo em todo o caminho! Todo o trabalho, viagens, noites de estudo, a minha esposa não tem visto como deixá-la de parte ou ignorá-la, mas como um investimento no nosso Futuro. Sou-lhe extremamente grato e amo-a mais que tudo!

  MG – Portanto, por de trás de um grande homem…

  RG – [completa instantaneamente] uma grande mulher!

  MG – Sendo português, o que é que isso significa para si?

  RG – Sempre senti orgulho e paixão. Penso sempre nos pioneiros e que Portugal tem os maiores pioneiros, em qualquer campo. Se houver um português envolvido, pode-se ter a certeza de que é um pioneiro desse ramo. Temos vários, como o Paulo Maló, José Mourinho, Cristiano Ronaldo, entre outros. O ser português deu-me a mim a força de acreditar que podemos ser tudo aquilo que queremos ser e a vontade maior.

  MG – Como é que vê a Comunidade na África do Sul?

  RG – Acredito que a Comunidade é caridosa, temos uma parte integral e importante a desempenhar no apoio a cada um de nós. Acredito que temos um dever em contribuir onde podemos. Não sendo o melhor que se pode ser, naquilo que fazemos, é de facto o maior falhanço e oportunidade perdida. Sinto que uma Comunidade aberta, enriquecedora e orgulhosa dos seus.

  MG – É orgulhosamente luso-sul-africano. Mas, o que é que o inspirou e inspirou a sua excelência?

  RG – [tom de voz emocionado e com os olhos a brilhar] Diria sem sombra de dúvida o meu pai. O senhor Victor Garrana. É parte integral do meu su-cesso! Se não fosse o meu pai, não estaria onde estou nem teria conseguido o que consegui hoje. Sim, trabalhei muito e esforcei-me, mas refiro-me ao exemplo. À dedicação, aos conselhos, ao apoio que o meu pai me deu sempre. O exemplo que ele é. Lembro-me, desde sempre, o meu dizer-me que “serás grande!” “Vais ser um dos maiores!” E isso, todos os dias, dou-me conta que estou a alcançar esse “estatuto” e não irei parar até conse-guir. Isso, é o resultado directo do trabalho e de tudo o que o meu pai faz e fez por mim.

  MG – A bondade, bem-fazer, o ajudar, vem também do exemplo e da maneira de ser do seu pai?

  RG – Sim. O meu pai esteve sempre envolvido na renovação, na melhoria da Comunidade Portuguesa. Dos clubes, associações e de indivíduos. Sinto que há uma parte de mim, que quer ajudar a Comunidade portuguesa. Aqueles que não podem, tal como nos nossos Lares de Idosos, ajudá-los a ter uma melhor qualidade de vida, porque há pessoas que não sorriem por vergonha dos dentes. Que não comem correctamente porque não têm dentaduras ou os dentes arranjados. Que sofrem de outras patologias gástricas e físicas devido ao pobre estado dos seus dentes e boca e não se tratam porque, infelizmente, não podem, não têm dinheiro para isso. Quero, assim que seja possível, ajudar e contribuir para o conforto desses portugueses. E quero agradecer ao senhor Victor Garrana, pelo exemplo que me deu e dá a todos, daquilo que é ajudar e cuidar do seu semelhante.

  MG – Que conselhos é que pode dar a alguém que está a começar a vida?

  RG – Diria que não se pode ter medo. Temos que acreditar em nós mesmos e não ter medo de entrar no desconhecido. Talvez você seja melhor do que aquilo que julga que é. E pode ter algo para oferecer ao Mundo e é a vontade e força de vontade de fazer algo. Não se pode ensinar alguém a querer algo, a ter paixão por algo. Vem de dentro. Nem sempre se esco-lhe o caminho, mas podemos escolher o destino e o que queremos ser. Trabalho duro e dedicação. A nação portuguesa não foi fundada por pre-guiçosos e falta de trabalho!

Rhoodie Garrana é, no verdadeiro sentido da expressão, uma paz de alma. De estatura e porte físico considerável, não passa a mensagem de força bruta, apesar de a ter, mas antes de amizade e protecção, caridade e compaixão. Por de trás de uns olhos azuis penetrantes e repletos de energia, Rhoodie é completamente sereno. Fala num tom de voz calmo e suave, que não só no campo clínico, mas na vida em geral, tranquilizam e asseguram os interlocutores das capacidades do Dr. Garrana e que tudo irá correr bem. Casado e completamente de-dicado ao amor e paixão que sente pela esposa, ela uma contabilista de referência também (chartered accountant), dedica o seu tempo livre à esposa e à família. Para Rhoodie o pai, Victor Garrana, é o exemplo e razão da sua maneira de ser. Dedicado ao bem-fazer e a ajudar o próximo. A paixão pela medicina dentária é evidente e com um sorriso que lhe é característico, Rhoodie Garrana é dos valores não só da Comunidade portuguesa mas da África do Sul.