Dois golos de Rodrigo dão a vitória ao Benfica que mantem liderança na Liga

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Dois golos de Rodrigo dão a vitória ao Benfica que mantem liderança na Liga

A vitória sobre o Marítimo, no Estádio da Luz, foi  uma missão fácil para o Benfica, que soube tirar bem partido de erros da defesa adversária e da “má visão” do árbitro, que validou um golo irregular.

 O 2-0 sobre os insulares permite aos “encarnados” regressar ao topo da classificação da Liga portuguesa de futebol, neste arranque da primeira volta, mantendo os níveis de confiança, em clara alta desde o triunfo sobre o FC Porto.

 O Marítimo foi “presa fácil” para as “águias”, é justo que se diga, com a sua linha de-fensiva a ter fortes responsabilidades no resultado com que se chegou ao intervalo.

 Primeiro, na forma como deixaram que Rodrigo aparecesse desmarcado na esquerda da grande área, aos 18 minutos, para rematar colocado para o primeiro golo de um jogo que ainda não registava qualquer lance de perigo.

 Igor Rossi, central dos funchalenses, esteve mal no alívio de uma bola enviada por Gaitán: a sua entrada permitiu, de facto, que o lance não chegasse a Lima, mas em contrapartida “serviu” na perfeição Rodrigo.

 O espanhol bisou aos 35 minutos e aqui a grande culpa da jogada vai para João Dio-go, que ainda no seu meio-campo foi desarmado por Markovic, com Rodrigo muito perto do lance.

 O outro “culpado” no 2-0 é o árbitro Hugo Miguel (e os seus auxiliares), ao não ver que Rodrigo estava em posição irregular, quando arrancou para o “sprint” de uma trintena de metros que finalizou com remate certeiro.

 O Marítimo estava já resignado a prolongar a sua série de jogos sem vencer para sete, incluindo na Taça da Liga, frente a um Benfica que nem estava a jogar bem em termos ofensivos, mas que também não “abria brechas” para ser surpreendido em contra-ataques.

 De novo a titular para o campeonato, o jovem Oblak mostrava segurança, sempre que era chamado à acção, tendo sido decisivo por duas vezes para manter o 1-0, fazendo esquecer Artur.

 Na zona do meio-campo recuado não acontecia o mesmo e a falta de Matic é evidente. Fejsa foi um jogador esforçado, preocupado em não comprometer nas suas funções, mas perde na comparação – é mais lento e claramente menos seguro no passe.

 Rodrigo, com o “bis” no jogo, acabou por ser o homem da partida e mereceu os aplausos quando foi substituído para dar entrada a Ruben Amo-rim.

 É certo que beneficiou de erros clamorosos da defesa maritimista, mas não desper-diçou as oportunidades, concretizando com remates calmos e muito bem colocados.

 Enquanto se prolonga a ausência por lesão de Cardozo, o Benfica “descobre” aqui que afinal tem mesmo mais um concretizador. Rodrigo passa a ter sete golos no campeonato, tantos quantos soma Lima, hoje muito apagado até à meia hora final.

 O melhor de Lima no jogo aconteceu aos 67 minutos, com um “tiro” a que José Sá deu boa resposta, defendendo para canto.

 Aos 80 contabilizou novo remate, com o guarda-redes adversário a suster, sendo a bola depois afastada por Gégé.

 Em jogo de sentido único, o Benfica também não esteve longe do 3-0 aos 77 minutos, só que aqui o cabeceamento de Enzo Perez acabou por embater na barra.

 Do outro lado, aos 80, o último sinal de réplica do Marítimo saiu dos pés de Heldon, mas esbarrou no poste, depois de nova grande intervenção de Oblak, a desviar a bola do caminho da baliza.