Dois golos de Cristiano Ronaldo conquistam a Supertaça Europeia

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Dois golos de Cristiano Ronaldo conquistam a Supertaça Europeia

Novamente Ronaldo, em noite de plena inspiração, a voltar a liderar os merengues para uma conquista. Em Cardiff, num duelo que contou com vários portugueses, o conjunto de Madrid deu um verdadeiro golpe de autoridade perante um Sevilla que mostrou muita vontade mas tem, de facto, um andamento bem menor.

 Cardiff, capital do País de Gales, não é uma gigantesca metrópole europeia.

 Com cerca de 324 mil habitantes, a cidade tem tradição no futebol mas, sobretudo, no rugby. Sede da Super-Taça europeia de 2014, entre o Real Madrid e Sevilla, a cidade vestiu-se de gala para o evento que concentrou as atenções dos adeptos da bola, esta Fundada em 1905 pelo rei Eduardo VII, Cardiff é uma das cidades com maior concentração de castelos.

 Sim, castelos. Muitos castelos.

 Alguns livros de história dizem que o “pequenino país” que compõe o Reino Unido tem mais de 600 castelos.

 E foi por estas terras, mais propriamente no Cardiff City Stadium, que os espanhóis deram o espectáculo.

 Em clima de euforia, a cidade dos castelos recebeu os adeptos do desporto-Rei nes-ta final que teve cinco portu-gueses em campo.

 Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão do lado merengue, enquanto que o guarda-redes Beto e Daniel Carriço foram apostas na equipa andaluz.

 De resto, Toni Kroos e James Rodríguez, reforços dos campeões europeus para esta nova época, foram titulares.

 Na baliza blanca, Iker Casillas foi aposta do técnico Carlo Ancelotti, enquanto que Keylor Navas, que também chegou ao Santiago Bernabéu esta época, foi para o banco.

 Unai Emery, técnico que conquistou a Liga Europa em Turim ao Benfica, apostou numa estratégia mais defensiva e  preferiu jogar com três novidades no meio-campo, no caso Grzegorz Krychowiak, Aleix Vidal e Denis Suárez.

 Quase como se de uma batalha se tratasse, cedo o Sevilla ergueu um forte para defender a baliza do português Beto.

 Afinal, do outro lado estavam “atiradores furtivos”. O maior de todos, pois claro, Cristiano Ronaldo que deu logo um aviso.

 Aos quatro minutos, recuperação de bola de Toni Kroos que desarmou um adversário no meio-campo ofensivo, com a bola a sobrar para o CR7.

 O capitão da selecção de Portugal disparou de longe para defesa atenta de Beto.

 Seguiram-se várias investidas do madeirense e também de Bale que foram sendo tra-vadas por Beto. Aos 18 minutos, por exemplo, o guardião português brilhou e travou, com uma “mancha”, um remate do galês, depois de um contra ataque veloz do Real Madrid conduzido por Ronaldo.

 E seria mesmo o craque luso a dizer “presente” da melhor forma que sabe, com golos. À passagem da meia hora, o camisola 7 do Real Madrid bateu Beto.

 Lance de contra ataque dos merengues, com Gareth Bale a assistir Cristiano Ronaldo, que apareceu ao segundo poste para desviar a bola para o fundo da baliza de Beto.

 

Ao intervalo o Real Madrid vencia pela margem mínima e justificava a vantagem, depois de um primeiro tempo em que o conjunto da capital espa-nhola foi mais forte diante dos andaluzes sem andamento para o nível demonstrado pelo Real.

 Na segunda parte… mais do mesmo. Os merengues a carregar em busca do golo e o Sevilla sem capacidade para travar a "armada" blanca.

 Não admira, por isso, que o Real voltasse a marcar e outra vez por Cristiano Ronaldo.

 O avançado português recebeu a bola já na área, da parte de Bezema, e disparou para o fundo das redes de Beto que ainda toca na bola, mas em vão.

 Em vantagem no marcador, os jogadores do Real Madrid baixaram o ritmo, ao passo que os do Sevilla tentavam reduzir a desvantagem.

 Os minutos iam correndo e ganhava força mais uma conquista blanca na Europa do futebol.

 Na ponta final, Diogo Figueiras entrou em campo, numa fase em que Ronaldo preocupou.

 O craque português caiu no relvado e ficou a receber tratamento médico mas tudo não passou de um susto.

 O apito final do árbitro inglês Mark Clattenburg apenas confirmou uma evidência: este Real tem uma frente de ataque temível.

 Os merengues venceram mas o Sevilla, apesar da luta que deu em campo, não tem as mesmas "armas" que o Real, daí ter deixado “fugir” a a Super Taça da UEFA.