Doados 15 mil randes ao Luso Ciclismo para ajuda na viagem a Moçambique

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Doados 15 mil randes ao Luso Ciclismo para ajuda na viagem a Moçambique

Teve lugar na quinta-feira 6 de Agosto de 2015, no restaurante “Adega” em Bedfordview, o almoço-convívio semanal da tertúlia Academia-Mãe do Bacalhau. Nesta edição foram angariados quinze mil randes, para serem doados à equipa do Luso Cycling do Luso África, que tem uma parceria com a Academia do Bacalhau de Joanesburgo. Isto, para a ajuda na viagem que irá realizar a Moçambique este ano.

 Foi também entregue a José Valentim, um certificado de agradecimento, por parte dos membros do Luso Cycling presentes naquela tarde, em agradecimento e reconhecimento pelo patrocínio que o empresário português deu o ano passado, na romaria a Moçambique que os ciclistas fizeram.

 O almoço foi aberto com o soar do badalo e o entoar do tradicional “Gavião de Penacho”. O presidente, José Contente, deu as boas-vindas a todos os presentes e em particular a Emília Abrantes, levada ao convívio pelo compadre António “Tony” Azeredo,

actual presidente do Luso África. O presidente deu também as boas-vindas aos membros do Luso Cycling presentes e ao convidado do compadre Pedro Teixeira, seu cunhado Graham Hutton. Foi nomeado o carrasco, desta feita coube a tarefa ao compadre Jorge Araújo.

 Foi logo em seguida servido o primeiro prato, a sopa de caldo-verde, com o ambiente de amena conversa e gargalhadas em torno da mesa do almoço, enquanto a sopa era degustada.

 Entre a sopa e o prato de bacalhau, o compadre Paulo Mariano pediu para ter o uso da palavra.  Afirmou aos presentes que falou com o seu amigo Tino da Nelo Engineering, e ambos doaram dinheiro ao Luso Cycling. R1000 da parte da Nelo Engineering e R3000, a importância doada por Paulo Mariano.

 O bacalhau ao “estar um bo-cado demorado”, nas palavras do presidente, este deu a palavra a Emília Abrantes, para que explicasse aos compadres os objectivos e finalidade dos donativos angariados. “Os donativos servem para ajudar nos custos dos veículos e carros de apoio aos ciclistas.” Segundo Abrantes reportou aos presentes, serão este ano 50 o número de ciclistas que rumarão a Moçambique.

 “Existem vários custos envolvidos, tudo logística como para vistos, as fronteiras.” “Os ciclistas inscritos pagam a sua parte, mas como sabem nunca chega! Temos que levar 9 pessoas por viatura, para segurança e cuidado para com os ciclistas. Há duas viaturas de ciclistas inscritos e temos outras alugadas. Há seguros, estadias e alimentação para pagar. Por isso, toda a ajuda conta e eu agradeço muito!", rematou Emília Abrantes.

 Após esta intervenção, foi apresentada a revista que os membros do Luso Cycling levaram ao convívio, vários números da mesma distribuída pela mesa do almoço. O prato de bacalhau foi servido, nesta edição da tertúlia, o “fiel amigo” foi assado acompanhado de batatas a murro, com rodelas de cebola e pimentos assados por cima. O repasto continuou com conversa animada e boa disposição de todos os presentes.

 Findo o prato de bacalhau, José Contente fez soar o badalo, símbolo da Academia do Bacalhau e tomou da palavra. Anunciou que também iria fazer um donativo, R5000 para a viagem dos ciclistas e, disponibilizou a sua carrinha para a viagem como veículo de apoio e logístico à prova de duas rodas.

 Tino, membro do Luso Cycling, agradeceu à NASA Engineering, empresa de José Valentim, a quem foi entregue um certificado de agradecimento pelo patrocínio do ano passado. José Valentim, doou também a soma de R4000 ao Luso Cycling.

Seguidamente, o presidente relatou a ida da Academia-Mãe a Nelspruit, para um almoço com os responsáveis pela abertura da futura Academia do Bacalhau daquela cidade da província do Limpopo. Em representação da Academia-Mãe foram o presidente, José Contente, José Manuel Sampaio, Rui Policarpo e o fotógrafo profissional Carlos Silva. Contente reportou que estiveram dez compadres da Academia de Maputo, estiveram também representadas as Academias de  Pietermaritzburg, Mbabane e que “foram limadas as últimas arestas para a abertura da Academia na semana que antecede o congresso Mundial, 24 e 25 de Outubro de 2015, em Durban.”

 Informou também, que logo em seguida ao congresso, haverá “dia de golfe” da Academia de Joanesburgo. José Contente assegurou que o restaurante “Adega” já se comprometeu em doar cinquenta mil randes, o banco angolano BIC, dez mil euros e “existirão e virão outros doadores, com toda a certeza”, rematou o presidente.

 Foi então pedido a Pedro Teixeira que apresentasse o seu convidado. O cunhado, Gra-ham Hutton, é médico e especializado em medicina de urgência e trauma, dirige seis das Urgências na grande Joanesburgo. Dá consultas na clínica de Sunninghill e segundo Teixeira, levou-o ao convívio “para o tornar mais Português!” O clínico, reiterou a informação veiculada por Pedro Teixeira, acrescentou que nasceu na Cidade do Cabo e agradeceu o convite e o convívio.

 Por fim, foi anunciado pelo compadre Tony Brito, que deste convívio a 15 dias, iria cantar uns fados no almoço, como entretenimento para os compadres e comadres presentes. Algumas anedotas foram cantadas, para riso geral e reforçar ainda mais a boa-disposição dos presentes.

 Foi então dada a palavra final ao “carrasco” do almoço, Jorge Araújo proferiu a sentença, que foram 30 “bacalhaus” (30 randes) a cada compadre e comadre presente e anunciou que para além de dar a garrafa de vinho do Porto, doaria ainda dois mil randes mais, para que se pudesse completar os quinze mil para o Luso Cycling, o que mereceu uma forte ovação dos presentes. O almoço foi encerrado, como vem sendo habitual, com o entoar da marcha da Academia do Bacalhau e o “Gavião de Penacho”. Vários compadres permaneceram em torno da mesa do almoço, a jogar às cartas, em conversa e a saborear os seus digestivos e cafés.