Dispositivo criado na Universidade da Covilhã com patente registada nos Estados Unidos

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Um dispositivo desenvolvido na Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã, foi patenteado nos Estados Unidos da América e pode ser usado pela indústria em áreas como a aeronáutica ou a produção de energia eólica, anunciou aquela instituição.

 Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a UBI explica que, além do sector aeronáutico, o dispositivo pode ser aplicado em outros sectores industriais.

 Segundo a informação, a tecnologia tem como base

“actuadores de plasmas” e “pode servir para melhorar sistemas de produção de energia eólica e outros dispositivos onde ocorra acumulação de gelo”.

 Entre outras possibilidades, permite proteger lâminas de turbina eólica ou as asas de um avião contra a acumulação de gelo em ambiente de baixa temperatura.

 Desenvolvida por três investigadores da UBI (José Páscoa, Madhi Abdollahzadeh e Frederico Rodrigues), o trabalho foi realizado no C-MAST – Center for Mechanical and Aerospace Science and Technologies, unidade de investigação do departamento de Engenharia e Eletromecânica daquela universidade que tem sede na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

 Citado na nota de imprensa, José Páscoa, que é docente na UBI e um dos investiga-dores responsáveis pelo projecto, explica que foram usadas “técnicas de impressão 3D para pôr o actuador a plasma a aquecer a zona onde há formação de gelo e, em simultâneo, provocar um sopro que expulsa as partículas de gelo daquela zona”.

 O dispositivo “pode ser aplicado, com custos baixos, nas asas dos aviões que voam para locais onde há baixas temperaturas”.

 Ressalvado que este dispositivo já tem a patente registada em cerca de 20 países (grande parte dos quais na Europa e a mais recente de todas nos EUA), a informação também refere que as empresas pretendam recorrer à referida tecnologia têm de entrar em acordo com a UBI no sentido de obterem uma licença.