Dia de Portugal na África do Sul

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Dia de Portugal na África do Sul

“Bem hajam portugueses da diáspora por contribuirem para a  recuperação da economia do nosso torrão natal, por continuarem a apostar na qualidade dos produtos portugueses e na qualidade do trabalho daqueles que lá vivem” – dra. Gabriela Soares de Albergaria no Jantar de Gala do Dia de Portugal na APF de Vanderbijlpark.

A dra. Gabriela Soares de Albergaria, encarregada de negócios da Embaixada de Portugal na África do Sul, presidiu às celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Jantar de Gala, que se realizou na noite de sábado na APF de Vanderbijlpark.
  A diplomata, na sua intervenção de improviso, saudou a todos os presentes, bem como ao presidente da Federação das Associações Portuguesas na África do Sul, Alexandre Santos; o presidente em exercício da APF, Américo Flora; comendadores Gilberto Leal, José Quintal e Gilberto Martins; e conselheiro das Comunidades, Silvério Silva.
  “Eu tenho estado na África do Sul há três anos e meio mas sempre na retaguarda da Embaixada de Portugal, servindo na sombra. Mas, agora, por infeliz coincidência não está cá ainda o novo embaixador que tão bem conhecem e a nova cônsul-geral em Joanesburgo, coube a mim a honra de estar aqui e agradeço o convite que me dirigiram para estarmos juntos esta noite para celebrarmos o Dia de Portugal.
  E creio que no dia em que celebramos a nossa cultura, a nossa identidade e a nossa língua, é importante fazermos um balanço daquilo que fomos, daquilo que somos e daquilo que pretendemos ser.
  E aquilo que fomos já todos sabemos. Fomos um povo grande que deu novos mundos ao mundo, que não obstante os profetas da desgraça que vaticinavam as piores desventuras, metemo-nos em barquinhos do tamanho de cascas de nozes, navegamos por mares nunca dantes navegados e descobrimos terras que nunca antes tin ham sido descobertas. Edificamos em novas terras Comunidades que falam a nossa língua e possuem a nossa identidade.
  É certo que não vivamos no passado, é importante o nosso passado e com base nele no presente ser projectado o nosso futuro”.
No seu brilhante improviso, a dra. Gabriela Soares de Albergaria destacou que “não obstante a distância que nos separam, somos 15 milhões de portugueses divididos pelas sete partidas do mundo, espalhados pelos cinco continentes e mantendo a mesma identidade.
  Somos 10 milhões que moram no torrão natal e mais 5 milhões desde as costas da América até ao Pacífico, passando pela África e Ásia.
  E somos 10 milhões naquele chão que se chama Portugal. Neste momento passamos momento difíceis, é verdade, mas mantem-nos unidos a vontade, determinação e força de vencer.
  Este último ano que passou naquilo que chamamos a nossa terra, unidos iremos vencer esta crise, mantendo a confiança e, porque, unidos iremos vencer como vencemos outras crises anteriormente  e sempre conseguimos dar a volta por cima.
  E são esses 10 milhões de portugueses que estão lá que contam com os 5 milhões que estão fora. Deixem-me dizer que há sinais de que a economia está a recuperar. E um desses sinais é que as exportações portuguesas aumentaram exponencialmente. E aumentaram porquê?
  Porque os 5 milhões que estão fora continuam a apostar e continuam a comprar os produtos portugueses, a preferir o que vem da nossa terra, os nossos vinhos, os nossos enchidos, a nossa roupa. Bem hajam por manterem a confiança na qualidade dos produtos portugueses e na qualidade do trabalho daqueles que lá vivem.
  Falta agora perguntar para onde queremos ir?
  Eu creio que aquilo que nós pretendemos ser é um povo que continua a projectar no futuro dos seus filhos não só a glória do passado mas também a certeza da vitória no futuro.
  Somos um povo que quer continuar a apostar na educação dos seus filhos, a transmitir-lhes um conjunto de valores e de princípios. Aquilo com que se identificam e, através do seu próprio testemunho, a demonstrar-lhes o que é ter força, coragem e determinação.
  Esta manhã entreguei diplomas de mérito e de liderança a cerca de 100 crianças luso-descendentes que foram eleitas pelos seus próprios colegas como os líderes da respectiva comunidade.
  E deixai-me que vos diga que lhes manifestei muito orgulhosamente o quanto nos sentimos felizes e orgulhosos a essas 100 crianças luso-descendentes cujas atitudes e e cujos comportamentos constituem uma fonte de inspiração para os seus coleguinhas de escola, que por causa deles querem saber mais, querem aprender mais, querem sonhar mais, e ambicionam ser mais.
  É esta ambição, esta vontade e esta determinação que gostaria de ver na nossa Selecção. E mesmo que joguemos contra a toda poderosa Alemanha, espero que os nossos rapazes nos dêm hoje motivos para que sintamos orgulho de ser mais portugueses e possamos viver com redobrada força. Viva Portugal!”