Designer português quer código de cores para daltónicos nas etiquetas

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Designer português quer código de cores para daltónicos nas etiquetas
O ‘designer’ português que criou o ColorADD pretende em 2013 “bater à porta” de grupos internacionais como a Inditex, Benetton, Swatch e Lego para os desafiar a adoptar aquele código inovador e universal de identificação de cores para daltónicos.

 Em entrevista à agência Lusa, Miguel Neiva disse tratar-se de “nomes emblemáticos em que a cor é um factor de comunicação que os posiciona no mercado” e salientou que a adopção do ColorADD por estas marcas seria um marco na divulgação e impacto social do projecto.
  Já implementado ou em vias de implementação em diversas áreas, desde a saúde (Hospital de S. João, Hospital dos Capuchos e fármacos hospitalares) e transportes (Metro do Porto) ao material didático (lápis de cor Viarco e jogos didáticos), entre outros, o ColorADD está a dar os primeiros passos nos sectores do calçado e do têxtil, com a introdução do código nos sapatos da portuguesa Dkode e nas etiquetas das marcas nacionais de vestuário Blankpage, Zippy e Modalfa (estas últimas na prima-vera/verão de 2013).
  Depois da uma primeira “incursão” na área do desporto com a utilização do código nos jogos da CPLP pelo Instituto do Desporto de Portugal e pela Secretaria de Estado do Desporto e Juventude, Miguel Neiva está agora a “preparar um dossiê” propondo a adopção do ColorADD nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
  Segundo os dados disponíveis, o daltonismo – perturbação da percepção visual de determinadas cores primárias, como o verde e o vermelho, que se repercute na percepção das restantes cores do espetro – afecta cerca de 10 por cento da população masculina mundial, num total de 350 milhões de pessoas, sendo que dois por cento dos daltónicos são mulheres.