Deputado José Cesário e autarca Fernando Ruas homenageados na ACP de Pretória

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Deputado Com a presença do deputado do PSD pelo círculo da emigração fora da Europa, José Cesário, do presidente da Associação dos Municípios Portugueses, Fernando Ruas, do secretário da nossa Embaixada Pedro de Almeida, do adido social do Consulado-Geral de Joanesburgo, Gonçalo Capitão.

Do deputado ao parlamento sul-africano, Manny de Freitas, e de Francisco Castro, da Associação dos Industriais de Construção Civil das Obras Públicas do Norte de Portugal, além de outras individualidades locais, teve lugar na tarde do penúltimo sábado, 19 de Março, na ACP de Pretória, o almoço considerado de lapa da colectividade, com o prato principal na ementa, de bacalhau assado na brasa, com os respectivos acompanhamentos, saladas e sobremesa.

 As boas vindas à visita dessas duas entidades oficiais à colectividade, a quem pelo presidente da assembleia-geral da agremiação, Manuel José, foram mostradas as instala-ções, estiveram a cargo do presidente da direcção desta casa, Mário Ferreira, a quem com sua esposa Carla Afonso Ferreira, e destinado a assinalar a passagem de ambos por esta ACPP, fizeram entrega de simbólicas lembranças, estendendo de igual modo nas suas palavras, o agradecimento à presença dos convidados especiais, sem esquecer o bom número de directores, sócios, amigos e simpatizantes desta Associação da Comunidade Portuguesa de Pretoria, passando de seguida a palavra ao deputado José Cesário.

 Começando por a todos saudar, e de modo particular felicitar a direcção desta ACPP, pela remodelação das instalações que tornaram a agremiação como das melhores que tem visitado, realçando com o engrandecimento desse património, a capacidade rea-lizadora dos directores da colectividade em concretizar uma obra que muito engrandece a nossa grande comunidade portuguesa, destinando a seguir a análise que certamente a maioria dos presentes aguardava, sobre a actual situação do nosso país, referindo a propósito:

 Como devem saber pelas notícias, a situação em Portugal não é famosa, mas quero que saibam que podem ter esperança que as coisas se hão-de compor, logicamente impossível de um dia para o outro. A situação do país é difícil, confiamos demasiado, fizémos coisas que não devíamos ter feito, e agora o que temos é que corrigir esses erros cometidos.

 As coisas compõem-se com rigor e com capacidade de trabalho, com serie-dade e honestidade, como aliás e prova disso, o que aqui foi feito nesta Associação. É isso que teremos de fazer no nosso país, confiantes que as coisas mudarão em breve, de maneira a que naturalmente possamos merecer a confiança de todos os portugueses, onde como sublinhou os que residem no estrangeiro, por vezes sentem mais Portugal, do que os que lá estão, deixando uma referência elogiosa ao deputado Manny de Freitas, que de alguma forma também ele protagoniza na política sul-africana, a ima-gem do nosso país.  

 A razão da vinda à África do Sul de Fernando Ruas que o acompanhava na vi-sita, como referiu presidente da Câmara Municipal de Viseu há vinte e um anos, doze dos quais também à frente da Associação dos Municípios Portugueses e onde tem mostrado excelente serviço na representação das 308 autarquias nacionais, foi para contactar os conterrâneos que aqui vivem, aperceber-se do potencial sul-africano, e conhecer a dimensão da grande comunidade portuguesa radicada neste país.

 Nas palavras aguardadas do autarca Fernando Ruas, – começando com uma saudação muito especial aos compatriotas ali presentes -, naturalmente sobre Portugal, aquilo que devemos fazer quando temos problemas é aprender com os erros, o que nem sempre fizémos por lá, andámos muito tempo acomodados em vez de aprendermos com os erros, repetimo-los, e agora estamos numa situação mais complicada, mas que naturalmente também se há-de compor.

Achando extremamente frutuosa a sua vinda à África do Sul, que não conhecia, ao contrário de muitos outros que visitou com comunidades lusas espalhadas pelo mundo, foram textuais estas suas palavras para classificar este país:
 Confesso que foi um choque que senti pelo que aqui vim encontrar. Pensa-va que a África do Sul era outra coisa, segundo a ideia generalizada que temos por lá, de que é África, e naturalmente também eu tinha a percepção de que seria coisa parecida com outros países deste continente africano que já visitei. 

 De facto nós estamos num país da Europa, talvez dos mais desenvolvidos, e por tudo o que aqui vi encontrar é factor de comparação pela positiva. Foi um gosto estar aqui na África do Sul, acho que se nós pudéssemos copiar como é que se desenvolve um país, acho que esta Associação era paradigmática, foi aquilo que a gente não fez por lá, e quando não se constroem as coisas de modo seguro, começando-se por vezes pelo telhado, são inevitáveis os problemas, referindo em relação a investimento:

 Esperamos ter as portas franqueadas e arranjar facilidades, naturalmente para quem quiser investir num país em dificuldades, naturalmente referindo-se ao nosso, porque vir aqui pedir às pessoas que invistam em Portugal, e depois lá tapamos-lhe o caminho, fecharmos-lhe as portas, são contradições quer não poderão acontecer, terminando com votos dos maiores sucessos familiares e profissionais a toda esta nossa grande comunidade da África do Sul.

 Depois do secretário da embaixada e gerente da secção consular, Pedro de Almeida, apelar aos membros da comunidade ali presentes no almoço, que ainda o não fizeram, para se recensearem, e aos já inscritos para passarem pelo consulado da sua área, e certificarem-se se a inscrição está em vigor, caso contrário procederem à actualização dos seus registos, como referiu gratuito e feito rapidamente, a fim de poderem votar em próximas eleições, Jaime de Caires manifestou ao deputado José Cesário, a indignação da comunidade pelo facto da TAP deixar em breve de voar para a África do Sul, bem demonstrativo do desprezo com que somos tidos pelos nossos governantes, sendo-lhe respondido que até lá ainda poderá haver um volte face.

 No breve contacto com Fernando Ruas ficamos a saber ser formado em economia pela Universidade de Coimbra; ser há sete anos deputado, mas sempre ter optado pela lide-rança da Câmara Municipal de Viseu; ser presidente da mesa do congresso do PSD, e mandatário nacional pelo partido; presidente do Forum das au-tarquias de países de língua portuguesa, e conselheiro da EU.