Deputado Carlos Páscoa Gonçalves visita Comunidades Portuguesas na África Austral

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Deputado Carlos Páscoa Gonçalves visita Comunidades Portuguesas na África Austral

O deputado da Assembleia da República pelo PSD para a Emigração Fora da Europa, Carlos Páscoa Gonçalves, vindo de Maputo-Moçambique, reuniu-se a semana passada com vários empresários da nossa comunidade portuguesa em Joanesburgo e na Cidade do Cabo. Nesses encontros, o deputado social-democrata declarou que a economia na África do Sul continua a ter um enorme potencial, facto que merece um maior empenhamento no intercâmbio comercial entre os dois países, o que, na sua opinião, não tem acontecido devido às actuais fracas es-truturas da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).

 Carlos Páscoa e sua mulher Elizabete participaram num almoço que contou com a presença da cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, Luisa Fragoso e seu marido eng. José Fragoso, os conselheiros da comunidade portu-guesa Silvério Silva, Vasco de Abreu e Manny de Freitas, o presidente da Federação das Associações Portuguesas na África do Sul, Alexandre San-tos, presidente da Federação do Folclore Português na África do Sul, José Ferreira, bem como vários convidados.

 De Joanesburgo, o deputado Carlos Páscoa seguiu para a Cidade do Cabo, tendo terminado a sua visita oficial à África Austral na cidade de Windhoek, na Namíbia.

 Em declarações à agência Lusa, o deputado pela emigração defendeu “uma maior aposta na diplomacia económica na África do Sul, considerando que a economia deste país continua a ter um enorme potencial, mal explorado pelas empresas portu-guesas”.

 “Acho que temos muito que evoluir no campo da diplomacia económica. O volume de negócios entre a África do Sul e Portugal é muito baixo para o potencial que tem, acho que os empresários da comuni-dade são mal aproveitados, e temos que, de alguma manei-ra, criar condições para que as coisas mudem”, disse o de-putado, chegado no penúltimo sábado a Joanesburgo.

O deputado eleito pelo círculo Fora da Europa considerou ainda que a África do Sul “é um país demasiado grande para que um único funcionário da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) possa explorar devidamente as oportunidades existentes, o que é agravado pela inexistência de uma ou mais câmaras de comércio actuantes”.

 Carlos Páscoa Gonçalves destacou como aspectos positivos o funcionamento dos Consulados neste país, que “satisfazem amplamente as necessidades dos utentes graças às instalações e equipamentos que possuem e à competência daqueles que os dirigem”.

 O deputado destacou ainda o facto de cada vez menos portugueses e lusodescendentes serem vítimas de crime violento na África do Sul em anos recentes, embora já durante a visita tenha tido conhecimento do assassínio de um português de 71 anos, em circunstâncias pouco claras.

 “Ainda não atingimos o zero, mas graças aos esforços conjuntos da comunidade, dos seus representantes, e dos diplomatas portugueses, em conjugação com as autoridades sul-africanas, são poucos os portugueses e luso-descendentes actualmente ví-timas de crime violento em comparação com finais dos anos 1990 e o início do novo século”, disse o deputado.

 Para aquele membro do Par-lamento português, ele próprio emigrante no Brasil durante muitos anos, o ambiente que encontrou na África do Sul contrasta em absoluto com aquele com que se deparou na Venezuela, de onde saiu “muito preocupado”.

 As manifestações contra o Governo da Venezuela já provocaram pelo menos 34 mortos.

 Carlos Páscoa Gonçalves terminou na Cidade do Cabo, na quinta-feira, a sua visita de trabalho à África do Sul, tendo partido depois para a Namí-bia.