David Couto, José Reis e Michael Miranda vão fazer ressurgir actividades desportivas

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David Couto, José Reis e Michael Miranda vão fazer ressurgir actividades desportivas

A União Portuguesa conta com sangue na sua Direcção que apesar das dificuldades financeiras que avassalam, vai procurar traçar um novo rumo às actividades desportivas da colectividade.

 David Couto e José Reis são os directores responsáveis pelo pelouro do desporto, que são coadjuvados por Michael Miranda, que está na vertente do marketing e da colecta de fundos para dar vazão áquilo, que por encanto parece um sonho a ganhar realidade.
 A nossa equipa de reportagem esteve na sede da popular colectividade portuguesa e numa conversa muito informal conduziu aquilo que se transformou numa entrevista em que os três jóvens tiveram a oportunidade de nos confidenciar os planos gizados e das ambições para voltar a dar uma dimensão à União Portuguesa nas actividades desportivas, que por motivos financeiros esteve divorciada da colectividade.
 Começámos por ouvir David Couto, um dos directores do Departamento Desportivo da União Portuguesa, que começou por nos dizer:
 “Sabemos de antemão que não vamos ter uma tarefa fácil, dado que a crise que avassala o Mundo e que também chegou à África do Sul vai ser o nosso maior impedimento.
 Mas nada e ninguém nos vai parar de sonhar com um melhor futuro desde que esse futuro seja palpável e não caíamos no erro de devaneios ou de tentar chegar a utopias.
 O que queremos, de momento é manter as estruturas existentes actualmente na União Portugue-sa, mormente no que diz respeito ao futebol.
 Vamos manter as equipas de futebol de Reservas e de Primeiras, o mesmo acontecendo com o nosso treinador Jimmy Say.
 Estamos a pensar em reforçar a equipa com mais dois elementos para dar mais consistência ao agrupamento e podermos discutir resultados com equipas de primeira grandeza na nossa Liga.
 Não julgo que seja difícil levar por diante estes nossos planos, pois já temos as estruturas montadas”
 Nesta altura o seu colega do Pelouro do Desporto, José dos Reis também teve a sua intervenção, afirmando:
 “Quanto ao futuro, para o ano queremos voltar a ter a nossa linha de formação, prestando atenção às classes mais jovens do futebol.
 Estou a falar dos escalões etários que vão dos Sub-6 aos Sub-12 para mais tarde quando as condições financeiras o permitirem, podermos voltar a ter a equipa de júniores que por sua vez será o viveiro para “alimentar” as turmas principais.
 Mas para dar realidade a todos estes sonhos, torna-se necessário a colaboração não só dos nossos associados, como também da comunidade portuguesa, que para além de ter decrescido significantemente se dispersou por Joanesburgo.
 Ainda sou do tempo, quando era miúdo e vinha com os meus pais às festas a às actividades desportivas da União. Era outra coisa. Mesmo ao nosso lado, tinhamos um bairro, onde casa sim, casa sim, eram moradores portugueses.  Esse aspecto demo-gráfico mudou. Agora vivem longe e teremos de cativar não só os portugueses bem como aqueles que ainda se encontram ligados à lusofonia.
 Não tenho dúvidas que vai ser difícil, mas temos de acreditar que ainda é possível.”
 Terão de começar de algum lado?
 “Como lhe dissemos vamos manter as equipas de futebol existentes e só para o ano nos vamos abalançar a relançar as classes mais jovens, bem como a equipa de femininos.
 Mas para que tudo isso seja realidade precisamos  dos jovens e que os pais os tragam até à União Portuguesa.”
 E quanto ao vosso Pavilhão?
 “Está a precisar de uma boa renovação. Não temos dinheiro para isso, vamos precisar de patrocinadores.
 Por enquanto vamos dar tempo ao tempo e quando dispusermos de um fundo de maneio, então iremos criar desporto relacionado.
 A começar pelo futebol de salão, andebol, basquetebol para mais tarde voltar a ter o hóquei entre nós.”
Ouvímos também Michael Miranda o responsável pela secção de marketing da União Potuguesa:
 “A minha missão é procurar no mercado restrito,  patrocinadores que estejam dispostos a ajudar-nos.
 Temos um bom campo de futebol e de certeza que existem firmas que querem anunciar os seus produtos.
 Temos muito espaço, quer à volta do relvado, para painéis de anúncios bem como no nosso Pavilhão.
 Também estamos a pensar em utilizar o espaço do nosso restaurante.
 Também poderemos utilizar uma gama variada de anunciantes, que em contrapartida têm a oportunidade de dar “exposição” aos seus produtos.
 Podemos mesmo pensar em firmas sul-africanas, do ramo das telecomunicações, das grandes superfícies comerciais, supermercados que estejam a par do valor comercial da nossa comunidade e dos nossos vizinhos moçambicanos e mesmo angolanos e porque não os próprios sul-africanos, pois também eles nos visitam.
 Também queremos criar festas ligadas à comunidade, ao Fado, à juventude aquí no restaurante com noites dançantes, para angariar fundos.”