Dados do INE representam mudança extraordinária da economia – Passos Coelho

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Dados do INE representam mudança extraordinária da economia - Passos Coelho

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou que os dados “muito importantes” revelados pelo INE significam que a economia tem “disponibilidade de financiamento sobre o exterior”, o que “representa uma mudança extraordinária” que é necessário “consolidar para futuro”.

 Passos Coelho discursava na sessão de apresentação no “BizFeira”, que decorreu no Europarque, em Santa Maria da Feira, tendo destacado os “dados muito importantes relativamente a 2013” que  foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, sublinhando que são ainda “provisórios”.

 “Mostram que nós realmente tivemos a possibilidade em 2013 de ter um excedente sobre o exterior, no que respeita à nossa balança corrente e de capital, de quase 2% do Produto Interno Bruto. Significa isso que a economia no seu todo, em vez de necessidades de financiamento a captar do exterior, tem hoje disponibilidade de financiamento sobre o exterior”, sustentou.

 Na opinião de Pedro Passos Coelho, “isto representa uma mudança extraordinária” que é preciso “consolidar para futuro” para mostrar que o caminho seguido “é radicalmente diferente, essencialmente diferente, estruturalmente diferente” daquele que dos últimos 15 anos e que “conduziu a uma situação de insustentabilidade para futuro”.

 “Acumulámos ao longo de todos estes anos uma dívida pública muito elevada e uma dívida privada ainda mais elevada”, recordou.

 Segundo Passos Coelho, “uma nação, uma economia que precisa de atrair financiamento não pode deixar de honrar as suas responsabilidades”.

 O primeiro-ministro destacou ainda que “estes dados que foram sendo revelados” mostram que Portugal estará “durante o ano de 2014 em condições de, pela primeira vez, ter um rácio de dívida pública a baixar” e que “ao fim de muitos anos” é possível “ter uma capacidade excedentária da economia sobre o exterior”.

 O INE divulgou que o défice orçamental se fixou em 4,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, ascendendo aos 8.121,7 milhões de euros, ficando abaixo do valor inscrito no Orçamento do Es-tado para 2014, que apontava para um défice de 5,9 por cento em 2013.

O défice ficou também abaixo da meta com que Portugal se comprometeu com a ‘troika’ – composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) – de 5,5% para o conjunto de 2013.