Cyril Ramaphosa lança convite aberto aos investidores

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O presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) e vice-presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, promete ressuscitar a economia do país e implementar as políticas de ensino universitário gratuito e transformação económica radical anunciadas pelo seu partido.

 O governante falava a simpatizantes do ANC no estádio municipal da cidade costeira de East London, no passado sábado, dia 8, onde tentou apaziguar os receios de investidores internacionais ao pintar um quadro perfeito do que será a África do Sul na sua governação, escreve o portal News24.

 Ramaphosa disse que o partido no poder precisa de uma reforma fundamentalmente radical.

 “Vamos reinstituir a nossa atenção na construção de uma economia inclusiva onde todos os sul-africanos possam ter a oportunidade de prosperar. Uma economia que benfecie as pessoas do nosso país no seu todo e não apenas uma “mão cheia de individuos e famílias” neste país”, afirmou.  

 Adiantou que o ANC deseja fomentar uma economia aberta e diversificada que ofereça oportunidades para todos, particularmente para os jo-vens e para as mulheres. Esta economia, disse, está aberta ao investimento.

 “A nossa economia não deverá desencorajar os investidores de investirem na África do Sul”, frisou.

 Ramaphosa convidou depois “todos os investidores do Mundo a investirem na África do Sul para que haja crescimento da economia nacional e possamos criar postos de trabalho; erradicar a pobreza e reduzir a desigualdade”, afirmou.

 As agências de notação financeira internacionais agravaram por diversas vezes o estatuto financeiro e económico do país, que para este ano de 2018 estima atingir somente um crescimento económico de 2% devido à governação do ANC que é há muitos anos atravessa uma enorme crise política.

 De acordo com o portal, as sucessivas remodelações no governo do Presidente Jacob Zuma ajudaram a agravar os receios da comunidade financeira internacional sobre a estabilidade política da África do Sul e cujo nível de confiança no país é o mais baixo de sempre desde 1994. 

 Ramaphosa, que substituiu Jacob Zuma na liderança do partido, terá agora de “arrumar a casa” e implementar profundas reformas económicas.   

 Os mercados internacionais reagiram de forma positiva à sua eleição para o cargo, em Dezembro último, no congresso nacional do partido, onde contestou o lugar com Nkosazana Dlamini-Zuma, a ex-esposa do Presidente Zuma e anterior presidente da União Africana.

 No entanto, escreve o portal, a “prova de fogo” de Ramaphosa na qualidade de presidente do partido passará pela implementação da proclamação feita por Jacob Zuma, na abertura do congresso, em que o Estado irá garantir o acesso gratuito ao ensino universitário público; e a agenda do partido nomeadamente no que se refere à transformação económica radical e à redistribuição da terra sem compensação financeira para os seus actuais proprietários.    

 Neste ponto, Ramaphosa disse que “a redistribuição da terra será feita de forma a respeitar os requisitos constitucionais”.

 Acrescentou que o partido irá assegurar que ao acesso ao ensino universitário gratuito para as famílias que auferem um rendimento inferior a 350 000 randes seja implementado de forma gradual.

 “Iremos alcançar este objectivo histórico à medida que vamos acumulando mais e mais riqueza, enquanto mobiliza-mos recursos”, afirmou Ramaphosa.