Cristiano Ronaldo conquista Bola de Ouro pela terceira vez

0
32
Cristiano Ronaldo conquista Bola de Ouro pela terceira vez

O futebolista português Cristiano Ronaldo conquistou na segunda-feira pela terceira vez a Bola de Ouro, prémio atribuído pela revista francesa France Football e a FIFA ao melhor jogador do ano.

  O ‘capitão’ da selecção lusa, que já havia conquistado o troféu em 2008 e 2013, junta-se aos holandeses Johan Cruyff e Marco van Basten e ao francês Michel Platini, vencedores por três vezes quando o prémio era só para europeus.

  Cristiano Ronaldo, que em 2014 marcou 61 golos em 60 jogos e ajudou o Real Madrid a vencer Liga dos Campeões, Mundial de clubes, Supertaça Europeia e Taça do Rei, fica apenas a um troféu do argentino Lionel Messi, vencedor entre 2009 e 2012.

  Além do jogador ‘merengue’, eram finalistas o guarda-redes alemão Manuel Neuer, do Bayern Munique, e o avançado do FC Barcelona.

 

* Ronaldo recebeu mais de 37 por cento dos votos

 

  O futebolista português Cristiano Ronaldo recebeu mais de 37% dos votos para a Bola de Ouro FIFA, que venceu pela terceira vez na carreira, recolhendo mais do que os outros dois finalistas em conjunto.

  O jogador do Real Madrid recebeu 37,66% dos votos de jorna-listas, ‘capitães’ e selecionadores.

  Na segunda posição ficou o argentino Lionel Messi, vencedor por quatro vezes da Bola de Ouro, com 15,76%, apenas mais 0,04 do que o alemão Manuel Neuer.

 

Ronaldo quer igualar Messi no próximo ano

 

  Cristiano Ronaldo confessou que quer igualar, já na próxima época, o número de Bolas de Ouro de Lionel Messi, no discurso de agradecimento pela conquista do seu terceiro troféu de melhor futebolista da época.

  “Estou a ver se vejo o meu filho, a minha família, a minha mãe… tranquilo”, começou por dizer o Bola de Ouro de 2014, depois de largos segundos a ganhar fôlego no palco, após receber o troféu que o premeia como melhor jogador do ano.

  Cristiano Ronaldo agradeceu a todos os que votaram nele, ao treinador Carlo Ancelotti, aos companheiros do Real Madrid, ao presidente Florentino Pérez e aos adeptos do Real Madrid, por um ano “inesquecível”, a nível colectivo e pessoal.

  “Nunca pensei ganhar três vezes esta ‘bolinha’, mas espero não parar por aqui. Espero apanhar o Messi já na próxima época. Já disse várias vezes que quero entrar na história do futebol como o melhor”, disse o internacional português, confessando que ganhar um troféu da dimensão da Bola de Ouro “é único”.

  Depois de agradecer à família, à selecção portuguesa e a Portugal, o futebolista do Real Madrid mostrou-se “muito feliz” e prometendo ter ainda mais motivação para trabalhar e para tentar ganhar mais títulos.

  Ronaldo encerrou o discurso do vencedor, na gala da FIFA, que decorreu em Zurique, na Suíça, com o seu grito de guerra “Siiiii”, antes de ser abraçado pelo filho, que surgiu no palco.

 

Cristiano Ronaldo no melhor ‘onze’ FIFA/FIFPro pela 8.ª vez

 

  O futebolista português Cristiano Ronaldo integra pela oitava vez melhor ‘onze’ da FIFA/FIFPro, cujos resultados para a eleição de 2014 foram divulgados durante a Gala da Bola de Ouro, em Zurique.

  Os 23.383 jogadores de 58 países escolheram o avançado do Real Madrid juntamente com o argentino Lionel Messi e o holandês Arjen Robben para formar o trio atacante da equipa ideal do ano, que integra ainda dois antigos jogadores do Benfica, o brasileiro David Luiz e o argentino Ángel Di Maria.

  Do ‘onze’ fazem ainda parte o guarda-redes Manuel Neuer, os defesas Philipp Lahm, Thiago Silva e Sérgio Ramos, os médios Andrés Iniesta e Toni Kroos.

  Os ex-benfiquistas são estreantes nesta eleição, juntamente com Kroos e Robben, enquanto Neuer, Lahm e Silva integram esta equipa pela segunda vez consecutiva. Mais habituados a integrar este ‘onze’, os espanhóis Iniesta e Ramos foram esco-lhidos pela sexta e quinta vez, respectivamente.

  Real Madrid e Bayern Munique, com três jogadores cada, Paris Saint-Germain e FC Barcelona, com dois, e Manchester United são os clubes representados neste ‘onze’, cuja nacionalidade mais representada é a alemã, com três, seguido de Espanha, Argentina e Brasil, com dois, enquanto Argentina, Holanda e Portugal detém um cada.

  No ‘onze’ escolhido pelos jogadores portugueses, há apenas duas alterações, com as entradas de Mats Hummels e o Luka Modric para os lugares de David Luiz e Andrés Iniesta, respectivamente.

 

Onze ideal FIFA/FIFPro de 2014

 

 Guarda-redes: Manuel Neuer (Ale/Bayern Munique); Defesas: Sérgio Ramos (Esp/Real Madrid), Thiago Silva (Bra/París Saint-Germain), David Luiz (Bra/París Saint-Germain) e Philipp Lahm (Ale/Bayern Munique); Médios: Andrés Iniesta (Esp/FC Bar-celona), Toni Kroos (Ale/Real Madrid) e Ángel Di Maria (Arg/-Manchester United); Avançados: Arjen Robben (Hol/Bayern Munique), Lionel Messi (Arg/FC Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Por/Real Madrid)

 

* Oito anos entre os melhores é só para alguns

 

  Cristiano Ronaldo, vencedor da Bola de Ouro 2014, destacou, em entrevista à FIFA, o difícil que é estar há oito anos consecutivos no “onze” do futebol mundial, defendendo que esse é um feito ao alcance de poucos.

  “Oito anos seguidos no ‘onze’ ideal e a lutar para estar entre os três melhores é, para mim, um motivo de orgulho, já que são poucos os que conseguem alcançá-lo. Acho que só eu e o [Lionel] Messi, não vejo outros. Penso que ninguém o conseguiu du-rante oito anos consecutivos”, frisou o jogador português do Real Madrid.

  Cristiano Ronaldo confessou que sabe que já faz parte da história do futebol, pelos recordes que vai batendo e pelos títulos que continua a conquistar, e, como tal, que terá “uma página bonita entre os melhores de todos os tempos”.

  “Isso faz-me feliz. Já tenho 29 anos, mas sinto-me como se tivesse 25! Acredito que posso jogar outros cinco, seis, sete anos ao mais alto nível”, reconheceu na entrevista ao site da FIFA, defendendo que só vai jogar até aos 40 anos, como sugeriu o seu empresário Jorge Mendes, se tiver um nível “aceitável” para si e para o clube em que jogar na altura.

  O ‘capitão’ da selecção portuguesa rejeitou ter um segredo para o sucesso, que se consumou ainda mais na segunda-feira com a conquista da sua terceira Bola de Ouro, considerando que o facto de estar disposto a aprender todos os dias.

  “Para mim, cada temporada é um novo desafio, eu encaro-as assim. Cada nova temporada é diferente e há que deixar para trás o passado. Obviamente, não se pode esquecer o presente, mas há que pensar no futuro: tenho mais anos, mas quanto me-lhor me correrem as coisas, melhor será o futuro. O meu ponto mais forte é a mente, é ter a ambição de querer ser sempre melhor”, explicou.

  Ronaldo assegurou que não se arrepende de nada do que fez na temporada passada, nem mesmo de ter ido lesionado ao Mundial do Brasil.

  “Poderia ter dito ao selecionador que não contasse comigo, podia ter ido de férias, sem preocupações, o que teria sido mais fácil para mim. Assim ninguém teria falado de mim. Mas gosto de encarar as coisas como são”, completou.

 

Portugueses têm de aprender a valorizar o produto da casa – Cristiano Ronaldo

 

  O futebolista Cristiano Ronaldo considerou que o povo português deve aprender, tal como fazem os espanhóis, a valorizar mais “o produto da casa” e não tanto os estrangeiros.

  “Espanha tem uma cultura de que gosto, são um povo extrovertido e valorizam o que é deles, algo que devemos aprender em Portugal: não valorizar tanto os estrangeiros, mas sim ‘o produto da casa’”, disse Ronaldo numa conversa gravada com Marcelo Rebelo de Sousa e hoje exibida no congresso ‘Football Talks’.

  Admitindo ter sofrido influências das culturas inglesa e espanhola, Cristiano Ronaldo referiu que o “povo português é pessimista” apesar de “ter muito potencial”,

  Numa conversa gravada na sua casa em Madrid, e durante a qual não se falou diretamente de futebol, o jogador do Real Madrid, que na segunda-feira conquistou a terceira Bola de ouro da carreira, voltou a garantir que quer “ser o melhor”.

  “O mundo sou eu, eu quero ser o melhor na minha profissão, temos que pensar que o mundo somos nós”, afirmou Cristiano Ronaldo, pouco antes de a conversa ter sido momentaneamente interrompida pela entrada do seu filho, vestido de super-homem.

  Cristiano Ronaldo, que aos 18 anos se transferiu do Sporting para o Manchester United, admitiu ter tido alguma sorte durante a sua carreira, mas considerou que trabalho é a palavra-chave.

  “A sorte dá muito trabalho, tive sorte de ter uma oportunidade, mas soube aproveitá-la”, disse, acrescentando: “A palavra trabalho é a chave para o sucesso e obviamente ter um bocadinho de sorte dá jeito”.

  Aos 29 anos, o ‘capitão’ da selecção portuguesa afirmou que “para triunfar são precisas regras: disciplina, dedicação, empenho e solidariedade” e reconheceu que actualmente tudo é mais difícil: "o que no princípio era um divertimento passou a ser uma responsabilidade”.

  O ‘Football Talks’, evento promovido pela Federação Portuguesa de Futebol, junta até quinta-feira, no Centro de Congressos do Estoril, várias figuras do futebol mundial.

 

* Rivalidade de Ronaldo com Messi é útil para a seleção portuguesa – Fernando Santos

 

  O seleccionador de futebol de Portugal, Fernando Santos, admitiu que a rivalidade de Cristiano Ronaldo com o argentino Lionel Messi é útil à equipa das ‘quinas’.

  “A ‘competição individual’ com o Messi foi a reafirmação pessoal de que quer continuar a conquistar muitos êxitos pessoais e colectivos e, eu sei, que o seu maior sonho é conseguir um êxito na selecção. Isso é muito importante para nós, que ele tenha essa motivação”, afirmou Fernando Santos, à margem da iniciativa ‘Football Talks’, promovida pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no Estoril.

  “Parece-me que é natural nele, toda a gente conhece a sua forma de estar e ambição. A vida dele sempre foi assim, a querer ser mais e melhor, mas, mais importante do que isso, foi o espírito ganhador que voltou a demonstrar”, acrescentou Fernando Santos.

  O seleccionador luso admitiu ter ficado “muito satisfeito” pela distinção entregue ao ‘capitão’ da equipa das ‘quinas’, ressalvando que “não é mais do que a confirmação de que é o melhor jogador do mundo”.

  Instado a apontar o melhor jogador português de sempre, o timoneiro da selecção evitou confrontar Eusébio e Ronaldo.

  “Nunca vi melhor do que o Eusébio, nem melhor do que o Cristiano, mas estamos a falar de tempos diferentes. Desde que eu me lembro de futebol, não conheço ninguém melhor do que o Cristiano, mas também tenho muita dificuldade em conhecer alguém melhor do que o Eusébio”, frisou.

  Fernando Santos reconheceu que a presença de Ronaldo na selecção portuguesa facilita a concretização dos objectivos, mas responsabilizou todo o grupo para isso.

  “É sempre mais fácil quando se tem o melhor do mundo. Quan-do fez essa afirmação assumiu que era um título individual e coletivo, porque o Cristiano tem de ajudar a equipa e a equipa tem de ajudar o Cristiano. É algo que nos compete a todos”, referiu.

  Após lamentar o desaparecimento dos jogos particulares de seleções de Fevereiro, o seleccionador disse esperar ansiosamente o reencontro com os jogadores para a preparação do decisivo jogo com a Sérvia.

  “É muito tempo sem contacto presencial com os jogadores, foi pena ter terminado este jogo de Fevereiro, que era um momento importante para reavivar ideias, mas agora estou ansioso que chegue Março para ter os jogadores comigo de maneira a vencer o jogo com a Sérvia e isso vai abrir-nos as portas para o apuramento”, rematou.