Créditos à economia angolana subiram para 18 biliões de dólares em 2010

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líder do MPLA

 líder do MPLAO crédito concedido à economia angolana no final de 2010 era já de 1.702 milhões de kwanzas, cerca de 18 biliões de dólares, revelou o chefe de Estado angolano e líder do MPLA.

 José Eduardo dos Santos apresentou estes dados no âmbito do IV Congresso Extraordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder), em Luanda.

 O chefe de Estado angolano destacou que estes números representam um avanço que se tem vindo a verificar desde 2002, altura em que o volume de crédito era mínimo, cerca de 24,4 mil milhões de kwanzas, ou seja, aproximadamente 424 milhões de dólares, segundo a mesma fonte.
 O líder do MPLA lembrou que nesse período (2002) a taxa de juro média era superior a 120 por cento.
 "Para cada 100 kwanzas de empréstimo, era necessário doze meses depois, ao devolver o capital emprestado, pagar no mínimo 120 kwanzas de juro aos bancos", precisou José Eduardo dos Santos, citado pela ANGOP.

 Nestes termos, prosseguiu o chefe de Estado angolano, os empresários não tinham condições para promover negócios rentáveis, fazer investimentos, criar mais riqueza e empregos.
"O crédito em moeda estrangeira apresentava uma taxa mais baixa, mas somente um pequeno número de empresários a ele tinha acesso, tendo em conta a natureza das garantias solicitadas", asseverou.
 De acordo com José Eduardo dos Santos, é uma operação estratégica do Executivo angolano reduzir a taxa de inflação para baixo de 10 por cento.
Isto permite não só proteger os rendimentos gerados na economia, mas também que o crédito possa ser menos oneroso e capaz de, continuamente, estimular o crescimento sustentável da economia, explicou o líder do MPLA.

 "Assim, as pequenas, médias e grandes empresas privadas dos angolanos poderão, através do crédito bancário ou de empréstimos, realizar investimentos em todo o território nacional, criar empregos, produzir mais riqueza e ajudar a combater a pobreza", realçou José Eduardo dos Santos.