Crédito malparado na habitação atinge novo máximo histórico em Portugal

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Crédito malparado na habitação atinge novo máximo histórico em Portugal

Os créditos de cobrança duvidosa nos empréstimos à habitação voltaram a subir em janeiro, depois de terem recuado em dezembro, atingindo um novo máximo histórico de 2,4 biliões de euros, segundo dados do Banco de Portugal.

 O crédito malparado nos empréstimos à habitação representa a maior fatia dos montantes que os particulares devem à banca e tem mantido uma tendência de subida, apesar do ligeiro abrandamento verificado em dezembro, quando se fixou nos 2.398 milhões de euros (2.417 em novembro).

 Em janeiro de 2013, os créditos de cobrança duvidosa nos empréstimos à habitação tinham-se fixado nos 2.258 milhões de euros.

 Em termos globais, o crédito malparado dos particulares subiu para os 5.137 milhões de euros (dos 5.101 milhões de euros de dezembro).

 No total, os empréstimos da banca a particulares totalizavam os 127.589 milhões de euros em janeiro, dos quais 105.426 milhões são referentes a empréstimos concedidos para a compra de casa.

 

* Juros da dívida de Portugal a cair para mínimos da primavera de 2010

 

 Os juros da dívida soberana de Portugal estavam a semana passada descer em todos os prazos para valores mínimos desde a primavera de 2010, depois de terem caído a dez anos abaixo dos 4,5% na segunda-feira.

 Os juros a dez anos estavam a descer para 4,448%, depois de terem terminado na penúltima quinta-feira a 4,451%, abaixo da barreira de 4,5% pela primeira vez desde abril de 2010.

 No prazo de cinco anos, os juros também estavam a descer, a negociarem a 3,362%, um mínimo desde maio de 2010 e depois de terem terminado a 3,369% na segunda-feira.

 No prazo de dois anos, os juros estavam a descer, a serem negociados a 1,529%, um mínimo desde janeiro de 2010 e depois de terem encerrado na segunda-feira a 1,522%.

 Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a descer a dois e cinco anos e a subir a dez anos.