Crédito malparado em Angola aumentou mais de 50 por cento em 2013

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Crédito malparado em Angola aumentou mais de 50 por cento em 2013

O crédito malparado em Angola aumentou 50,7 por cento em 2013, revela o semanário angolano Expansão. Os 217 mil milhões de kwanzas (1,6 mil milhões de euros) registados no final de 2012, passaram um ano depois para 327 mil milhões de kwanzas (2,4 mil milhões de euros).

 Segundo o Expansão, o atraso na satisfação dos compromissos assumidos com a banca deve-se à falta de pagamento por parte do Estado a fornecedores, o que obrigou os bancos a aumentarem as provisões de cobertura do risco de crédito.

 Todavia, e citando dados preliminares das estatísticas monetárias e financeiras do Banco Nacional de Angola, o Expansão salienta que os lucros dos 23 bancos em efectiva actividade cresceram 4,4% em 2013, ao passar de 99,7 mil milhões de kwanzas, em 2012, para 104,1 mil milhões kwanzas a 31 de Dezembro de 2013.

 Este aumento mantém a continuada subida do malparado em Angola, referenciado anteriormente pelas consultoras KPMG e Deloitte.

 Segundo o último estudo divulgado em Outubro de 2013 pela consultora KPMG sobre o setor bancário angolano, o crédito malparado disparou de 2011 para 2012, aumentando 83,5 por cento naquele período.

 O estudo “Análise do Sector Bancário Angolano”, elaborado pelo quarto ano consecutivo, destacou que 2012 “foi marcado por um aumento significativo (do crédito malparado) de cerca de 83,5 por cento face a 2011 – ampliando assim para 6,76 por cento o peso do crédito vencido no total de crédito concedido (4,60 por cento em 2011)”.

 As mesmas conclusões foram tiradas por outra consultora, a Deloitte, que também numa análise à banca angolana, publicada dias depois da da KPMG.

 O crédito malparado em Angola quase duplicou em 2012, com os setores do comércio e da construção a representarem, em conjunto, quase um terço, segundo o estudo.

 Nesse relatório destacou-se que o crédito à economia aumentou 22 por cento, ultrapassando a barreira dos 15,5 mil milhões de euros, e considerando o crédito líquido a clientes, o crescimento foi de 26 por cento face a 2011.