Crédito malparado bate novo recorde e já ultrapassa 9,5 biliões de euros

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Crédito malparado bate novo recorde e já ultrapassa 9,5 biliões de euros

O crédito concedido pela banca portuguesa às empresas voltou a cair em junho para mínimos desde 2008, mas o malparado bateu um novo recorde, segundo dados  divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

 O boletim estatístico do BdP regista que o volume total dos créditos concedidos pela banca às empresas não financeiras atingiu 110.095 milhões de euros no final de junho – uma ligeira redução relativamente a maio, mas uma quebra de 5,3 por cento face ao mesmo mês de 2011.
 Aliás, há um ano que todos os meses o volume de crédito concedido se reduz.
 O Governo e a ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Co-missão Europeia e Banco Central Europeu) têm defendido que não há por enquanto uma escassez de crédito na economia, mas o problema preocupa as autoridades portuguesas e internacionais. Aliás, o Governo comprometeu-se a preparar para a ‘troika’ um relatório sobre as condições de financiamento das empresas até ao final de julho; o documento não foi divulgado.
 Embora o crédito total se reduza, o de cobrança duvidosa continua a crescer. Pelo sétimo mês consecutivo, as dívidas malparadas das empresas à banca aumentaram, atingindo um novo máximo histórico: 9,54 biliões de euros.
 Este é um máximo em termos absolutos e relativos. O crédito de cobrança duvidosa já representa quase 9 por cento do crédito total concedido às empresas – o nível mais alto desde que o BdP compila este tipo de estatísticas (a série começa em 1997).
 Por comparação, em dezembro de 2004 a percentagem de créditos de cobrança duvidosa era apenas 1,7 por cento do total.