Covid-19: Coronavírus coloca Portugal em estado de emergência até 2 de Abril

0
79

Portugal está em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, até às 23:59 de 02 de Abril.

Na declaração ao país, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que o estado de emergência é “uma medida excepcional para um tempo excepcional”.

O Presidente da República lembrou a todos os portugueses, dentro e fora de Portugal, que esta medida “não é uma interrupção da democracia”, sendo antes “a democracia a tentar impedir uma interrupção irreparável na vida das pessoas”.  

Portugal tem 23 mortes associadas ao vírus da Covid-19 confirmadas, mais nove do que no domingo, e 2.060 pessoas infectadas, segundo o boletim de segunda-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Estão confirmadas nove mortes na região Norte, cinco na região Centro, oito na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, revela o boletim epidemiológico, com dados referentes até às 24:00 de domingo.

Há nove casos na Madeira e 11 nos Açores. O boletim dá ainda conta de 11 casos de estrangeiros.

Os dados da DGS indicam que 44 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 26 de França, 20 de Itália, 11 da Suíça, 11 do Reino Unido, seis dos Países Baixos, cinco do Brasil, quatro da Áustria, três dos Emirados Árabes Unidos, três da Índia, dois da Alemanha, dois de Andorra, um da Bélgica, um da Alemanha e Áustria, um do Irão, um do Egito e outro da Dinamarca.

Segundo a DGS, só existe informação sobre sintomas em 46% dos casos confirmados. Nesses casos, 72% têm tosse, 60% dos doentes apresentam febre, 42% dores musculares, 34% cefaleias, 28% fraqueza generalizada e 23% dificuldade respiratória.

O Estado português vai comprar à China equipamentos de proteção para a epidemia de covid-19 e esta semana chegarão quatro milhões de máscaras, anunciou o secretário de Estado da Saúde, António Sales.

“Teremos mais dois milhões de máscaras cirúrgicas e dois milhões de máscaras FP2 e [ainda] mais cerca de 50 mil zaragatoas”, material que será distribuído tendo em conta as necessidades, nomeadamente aos profissionais de saúde que estão a tratar de doentes covid-19, disse o governante, que falava na conferência de imprensa diária da Direção-Geral da Saúde, em Lisboa.