Covid-19 atrasa obras do novo aeroporto em Gaza

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O aeroporto de Chongoene, a ser construído na província de Gaza, sul de Moçambique, pela China Aviation International Construction and Investment Co Ltd , deverá ficar concluído seis meses mais tarde do que o previsto devido aos condicionalismos impostos pelo novo vírus corona, disse o director provincial dos Transportes e Comunicações.

  Alberto Matusse disse ao matutino Notícias, de Maputo, que as obras de construção do aeroporto estão a “decorrer a meio gás”, devido ao facto de uma das primeiras medidas que as empresas envolvidas adoptaram foi impedir o regresso a Moçambique dos trabalhadores chineses que se tinham deslocado para o seu país em gozo de férias ou para comemorar as celebrações do Ano Novo Lunar.

  Das três empresas subcontratadas para este empreendimento, a responsável pela construção dos terminais, estrada de acesso ao aeroporto e todo o arranjo paisagístico da parte externa do terminal de passageiros como parque de estacionamento e jardins, tem 42 trabalhadores chineses, incluindo os da empresa fiscalizadora que integra 146 moçambicanos.

  Destes moçambicanos, 12 são de fora de Gaza e a medida que se tomou, em razão da declaração do estado de emergência, foi dispensá-los.

  Estes condicionalismos estão a ditar uma redução no ritmo dos trabalhos, desde os terminais, passando pela pista, até à vedação, pois as empresas envolvidas não estão a receber os equipamentos e outros materiais que deviam provir da China.

  O prazo de construção do aeroporto estipulado no caderno de encargos era de 36 meses, a contar de Outubro de 2018 a 30 de Março de 2021, data em que o empreiteiro procederia à entrega da obra ao governo da China que, por sua vez, a passaria ao seu homólogo de Moçambique.

  O primeiro voo para a calibração dos instrumentos deveria acontecer em Abril de 2021, para passar a funcionar em pleno, a partir do mês seguinte, Maio.

  A primeira pedra para a construção deste aeroporto foi lançada no início de Outubro de 2018, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente de Moçambique Filipe Nyusi e do embaixador da China em Moçambique, Cui Aimin.